Secretaria da Saúde reforça vigilância e prevenção de agravos ligados a animais

Foto: SESA

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promove, ao longo de 2025, uma série de ações de campo voltadas à vigilância e ao controle de zoonoses, vetores e doenças relacionadas ao meio ambiente. As atividades, coordenadas pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde (DAV), por meio da Divisão de Vigilância Ambiental e suas divisões, visam reforçar a capacidade de resposta do Estado a agravos como febre amarela, leishmanioses, febre do Nilo, hantavirose e acidentes com animais peçonhentos, além de garantir segurança hídrica e qualidade ambiental.

Entre as ações da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI), destacam-se a pesquisa ecoepidemiológica e ambiental de hantavirose no município de Palmeira; capacitações sobre acidentes com animais peçonhentos voltadas a profissionais das 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão e 14ª Regional de Saúde de Paranavaí; e uma ação educativa com captura de escorpiões no município de Cambará.

A Divisão de Vigilância de Doenças Transmitidas por Vetores (DVDTV) intensificou ações estratégicas em diversas regiões do Estado. Foram realizadas 40 aplicações de UBV (Ultra Baixo Volume) em 32 municípios, cobrindo 16.983 quarteirões com até sete ciclos de pulverização. Também foram feitas coletas de culicídeos (mosquitos que podem transmitir os vírus da febre do Nilo e febre amarela) e culicoides (insetos responsáveis pela transmissão da febre do oropouche), para fins de investigação e prevenção.

  • Em relação à febre amarela, a Sesa promoveu o treinamento e capacitação de biólogos e médicos-veterinários para coleta diagnóstica em primatas não humanos (PNH) em todos os municípios da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá. Também foram realizadas capacitações para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o uso do Siss-Geo — ferramenta de monitoramento de animais silvestres e emergência de zoonoses, que contribui para a prevenção de doenças em animais e humanos.

Outras ações da divisão incluíram atividades de vigilância e capacitações sobre leishmaniose visceral humana e canina, com 28 municípios abrangidos por coletas de flebotomíneos (pequenos insetos reconhecidos como transmissores da doença).

Com relação à febre do Nilo, foi feito inquérito sorológico em 800 equinos nos municípios de Porecatu, Alvorada do Sul, Florestópolis, Centenário do Sul, Bela Vista do Paraíso e Primeiro de Maio, para estabelecer possíveis áreas de risco para circulação viral no estado.

Agência Estadual de Noticias