Saúde é a reclamação mais comum dos moradores do Jardim Ipê

Entre várias reclamações dos moradores do Jardim Ipê a mais comum é do atendimento de saúde na unidade Damferi. Para conseguir consultas para entregar exames ao médico, os moradores esperam até mais de um ano, indo toda semana ao posto de saúde. O mais difícil é conseguir médicos especialistas.

A dona de casa Rosângela de Paula, 41, diz que o posto de saúde precisa melhorar. “Demorou um ano para eu conseguir levar o exame de volta para o médico. E cada vez que tenho que voltar tenho que ir todo dia no postinho às 10 horas para tentar sobra de município”, explica. Para Rosângela os bueiros estão abandonados. “E não adianta nada limpar os bueiros e não limpar as galerias. Daí fica empossada a água”, lamenta.

A aposentada Maria Silva e Vieira, 63, conta que quase não precisa do posto de saúde, mas que quando precisa é demorado para conseguir um exame ou uma consulta. Para ela também é preciso arrumar as ruas que estão esburacadas.

Para Jaqueline de França, 32, o posto de saúde está péssimo. “Quando a gente precisa vai no posto não tem mais médico para consultar. Exame também é demorado”, relata. Ela também aponta necessidade de melhora na segurança. “A polícia não passa muito por aqui”, reclama.

O aposentado Amaral Carvalho dos Santos, 80, diz que para agendar consulta só na sexta-feira e não há previsão para conseguir. “Já está com um ano que estou esperando uma consulta que era para eu voltar com um mês. Toda semana eu vou no postinho e eles nunca agendam”, conta.

O vigilante Davi Felizardo, 52, avalia que a saúde está devagar. “Para conseguir um especialista demora até dois meses. Esses dias paguei particular um exame para minha esposa porque se fosse esperar pelo postinho ia complicar”, argumenta.

A professora Zilda H. de Toledo, 28, afirma que os asfaltos do bairro estão ruins e que a saúde gera muitas reclamações. “Eu tenho convênio, quase não uso o posto de saúde, mas pelo que a gente ouve falar, as pessoas reclamam de serem mal atendidas e de falta de médicos”, enfatiza.