Santa Casa diz que só quis preservar atendimentos de urgência e emergência

Diretores técnico e clínico do Hospital Santa Casa de Campo Mourão concederam uma entrevista coletiva para a imprensa na tarde desta quarta-feira, para fazerem esclarecimentos sobre a decisão de suspender alguns serviços do hospital.

Essa informação, por meio de um comunicado interno da Santa Casa, acabou viralizando nas redes sociais o que gerou preocupação à população e desconforto com a administração municipal. Os diretores explicaram que o comunicado é um documento interno, uma espécie de ata feita ao final de cada reunião e que não deveria ter se tornado público.

Sobre a suspensão de cirurgias eletivas, o diretor técnico, Wanderlister Tavares explicou que o intuito foi preservar o atendimento de urgência e emergência do hospital, devido a carência de insumos.

“O que precisa ficar claro é que os serviços de urgência e emergência estão sendo mantidos normalmente, com atendimento a pacientes oncológicos, maternidade e UTI. A decisão de suspender cirurgias eletivas e ambulatório eletivo foi para preservar o atendimento de urgência e emergência”, disse o médico.

Segundo ele, em nenhum momento houve falta de atendimento para os casos de urgência e emergência. “Temos insumos necessários para esses atendimentos. O motivo de suspender alguns serviços foi para preservar o bom atendimento dos pacientes de urgência e emergência”, afirmou.

Tavares disse que no momento a Santa Casa precisa da união dos três poderes: municipal, estadual e federal para manter o atendimento. “A Santa Casa trabalha há anos no vermelho e com o aumento exorbitante das medicações, a situação se agravou ainda mais. Na atual conjuntura, às vezes não resolve ter o dinheiro, pois há falta de insumos”, lamentou.

Já o médico Eder Fortes, diretor clínico do hospital disse que em nenhum momento a diretoria da Santa Casa teve a intenção de criar polêmica. “A Saúde não é brincadeira temos muita responsabilidade com nossos pacientes. Nunca foi a intenção de vazar esse comunicado para a sociedade, por ser um documento interno de uma reunião”, declarou.

Sobre o fechamento do centro cirúrgico geral, Fortes declarou que a intenção foi otimizar a equipe e a estrutura. “Foi simplesmente por conta do custo operacional. Vamos otimizar nosso serviço, tanto com insumo quanto com prestadores de serviço. Não tem porque manter um centro cirúrgico maior se as cirurgias eletivas estão suspensas”, enfatizou, lembrando que os casos eletivos serão atendidos posteriormente.

Devido a carência de insumos, a direção da Santa Casa entendeu que a manutenção de todos os serviços poderia acarretar na falta da medicação para os casos de urgência e emergência.