Mãe viveu drama com filha com cardiopatia congênita em CM

Isadora está com três anos, tem vida normal, mas mãe diz que ela terá que ter acompanhamento médico o resto da vida – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com
A data de hoje é lembrada por todos pelo Dia dos Namorados, mas para a professora mourãoense Débora Aparecida Espirandelli da Silva, 29 anos, o 12 de junho tem outro significado importante. Trata-se do Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, doença diagnosticada em sua filha, Isadora, ainda em seu ventre.
Ela explica que a cada cem crianças, uma nasce com cardiopatia congênita – uma alteração na estrutura ou na função do coração. A maior dificuldade, porém, é identificar a doença.
“Muitas crianças nascem com a doença e morrem sem que os pais tenham o diagnóstico. No caso da minha filha, eu fazia o pré-natal em Maringá e o médico suspeitou da cardiopatia congênita durante ultrassom. Exames confirmaram a doença e a cirurgia foi feita em Londrina”, conta Débora.
Mas no caso de Débora, mais difícil que diagnosticar a doença, foi conseguir o tratamento para a filha, Isadora. Ela e o marido tiveram que recorrer à justiça. “Fomos para Londrina para realizar a cirurgia, mas o hospital não contava com leitos de UTI infantil. A Isadora deveria ser transferida para outro hospital depois da cirurgia, mas essa remoção não era recomendada, pois se o veículo passasse por um buraco, poderia balançar e havia risco de ter alguma complicação”, conta ela.
O drama do casal aumentou quando ela percebeu que o convênio de saúde que tinha não permitia a realização da cirurgia em outro hospital com UTI pediátrica. “Para se ter uma ideia, essa cirurgia custava R$ 300 mil e não tínhamos como arcar com esse valor. Entrei na justiça, pedi urgência e consegui o tratamento da forma que precisava”, afirma ela.
Hoje, aos 3 anos, Isadora é uma criança normal e ficou apenas com a cicatriz da cirurgia no peito. “Foram mais de sete horas de uma cirurgia muito complexa e um mês na UTI. Claro que ela nunca vai ter alta, terá acompanhamento médico para o resto da vida, por isso quis tornar esse caso público para que essa doença seja mais divulgada na mídia para que outras mães também fiquem atentas.”
Segundo ela, em Campo Mourão uma outra mulher criança foi diagnosticada com a mesma doença e faz o tratamento. Uma terceira família, infelizmente, perdeu o filho para a Cardiopatia Congênita.

