Dengue dispara e já chega a 42 casos confirmados em Campo Mourão

O Comitê Gestor de Combate à Dengue informou na manhã de hoje, que Campo Mourão já registra 42 casos confirmados da doença. A informação foi apontada em levantamento realizado na segunda, terça e quarta-feira desta semana. Destes, oito casos são importados, trazidos por pessoas de outras cidades ou que moram aqui e contraíram em outras cidades e 34 são casos autóctones de dengue (ou seja, contraído na cidade onde a pessoa vive), no caso, na própria Campo Mourão. Tem se ainda 81 casos suspeitos e 96 que já foram negativados (não infectados).
O coordenador do Comitê, Carlos Bezerra, destaca que a virulência da Dengue neste ano de 2020 está muito maior que em 2019. “Verificamos a circulação de dois tipos de vírus da dengue, que são o Den-1 e o Den-2 (o que nunca tinha ocorrido antes no município). Temos 43 localidades na área da sede do município e destas, 18 já estão com casos positivos”, explica.
Bezerra ressalta ainda que existe surto, quando duas ou mais pessoas contraem a doença em um curto espaço de tempo no mesmo local. “Temos quatro casos no Jardim Indianópolis, por exemplo. No Capricórnio, Novo Horizonte, Constantino e Modelo; e na Região do Estádio Municipal, já temos três. No Flora, Flora 2, Centro, Vila Candida, Vila Urupês e Copacabana, temos dois casos. E no Pio XII, Albuquerque, Fortunato Perdoncini, Ipê, Bandeirantes, Paulista e Cidade Nova, temos um caso confirmado em cada um, o que não configura surto. E nas sete sub localidades na área rural, temos duas com casos positivos, sendo uma Vila Guarujá e três na Vila Rural Flor do Campo.”
Carlos Bezerra ressalta novamente que casos disseminados em várias áreas pedem mobilização social, e que cada um faça a sua parte, reduzindo a água parada em seus imóveis. O uso de repelentes e inseticidas também é importante. “O Município, por meio da Secretaria da Saúde, está trabalhando para conter a situação da melhor forma possível. Mas o envolvimento da sociedade também sido de grande importância. Junto com Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, e demais secretarias; estamos iniciando as vistorias em imóveis que já tenham notificações e que apresentam constantemente a presença de criadouros potenciais e focos do mosquito da dengue. Em caso de reincidência, as multas serão inevitáveis. Lembramos que os agentes de endemias não aplicam as multas nos locais, mas eles conscientizam e nos apresentam as informações obtidas em cada um destes, para que possamos tomar as providencias necessárias”, afirma.
Na conscientização, estão orientações para manter em local protegido e abrigado nas residências lixo reciclável, pneus, lonas plásticas, prato de planta, sucatas, bebedouros de animais e água reserva de chuva em locais onde os focos possam proliferar. Bezerra deixou claro a possibilidade de “epidemia” se o índice de virulência permanecer na forma atual nos próximos 40 ou 60 dias.
“No ano passado, começamos a ter casos autóctones no mês de fevereiro. Neste ano começamos já na primeira quinzena do mês de janeiro. No caso do trabalho dos agentes de endemias, eles estão fazendo visitas nos locais, no caso de uma quadra com caso positivo, visitam oito quadras ao redor, fazendo eliminações de focos e repassando orientações importantes a população local, para que usem repelentes e inseticidas (retomando pulverização com bomba costal). Temos encontrados muitos focos, precisamos de mais atenção da comunidade, para evitar epidemia. O nosso trabalho, de assistência a saúde e epidemiologia, busca manter a média abaixo de 100 casos para cada 100 mil habitantes, mantendo baixa incidência de casos e evitando óbitos”, conclui.