Dengue: CM tem bairro com índice de quase 10% de infestação

Campo Mourão enfrenta risco médio para dengue, com índice de 1.43%. de infestação – Foto: Divulgação

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação (LIRA) realizado na semana passada em Campo Mourão apontou que a cidade enfrenta risco médio para dengue, com índice geral de 1.43%. No entanto, em alguns bairros a situação é bastante preocupante, com índice de infestação que chega a 9,80%, no Jardim Alvorada e bairros circunvizinhos: Bandeirantes, Piacentini e Primavera.

Outros três bairros estão acima dos 4% e também passaram a merecer atenção especial das equipes de endemias: Jardim Nossa Senhora Aparecida/Silvana, com 7,41%; Flora, Flora I, II. Centro e Shangrila (5,88%) e Santa Cruz – José Richa/Modelo -, com 4,35% de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Zika Virus e Chikungunya.

Abaixo dos 3% de infestação e acima de 1,67%, indicando risco médio para casos de dengue, aparecem outros dez bairros: Lar Paraná (Vila  Cândida) – 2,82%; Vila Urupês (Centro e Constantino) – 2,78%; Ipê (Damasco e Fernandes) – 2,70%; Cidade Nova – 2,27%; Aeroporto – 2,17%; Tropical I, II e América – 2,17%; Capricórnio (Centro, Parque São João, Zoraide) – 2,17%; Diamante Azul (Condor, Montes Claros) – 2,13%; Novo Horizonte (Alcântara, Horizonte, Ione, Kennedy, Vitória, Lopes, Voidelo,  Verdes Campos, Vila Rio Grande e Cidade Verde) – 1,75%; Estádio Municipal (Centro) – 1,67%.

Os demais bairros não registraram infestação do vírus.  Os dados foram divulgados pelo Comitê Gestor com base no Levantamento de Índice (LIRA) realizado na semana passada.

CRIADOUROS

Segundo o presidente do Comitê Gestor, Carlos Bezerra, predomina o aparecimento de criadouros nos lixos, plásticos, vidro, metal, papelão, sucatas, reciclados, além de baldes e lonas plásticas. Em segundo lugar apareceram piscinas, tambores, tanques e poços. Também foram encontrados focos em vasos sanitário, pratos de plantas, bebedouros de animais, barco, ocos de árvores e plantas que acumulam água. No total, foram pesquisados 1.674 imóveis.

Bezerra adverte que apesar de atualmente Campo Mourão não apresentar nenhum caso de doença transmitida pelo Aedes Aegypti, o aumento na infestação mostra que a população não está tomando o devido cuidado e pede que os cuidados sejam redobrados no período do calor.

“Com a chegada da Primavera e as altas temperaturas, a tendência é aumentar os índices de infestação, por isso é preciso todo cuidado e não descuidar do quintal, principalmente após pancadas de chuva com sol forte em seguida”, afirma Bezerra.

Ele lembra que os agentes de endemias estão mantendo as ações nos bairros onde o índice de infestação mais preocupa, lembrando que as caminhadas ecológicas também serão intensificadas até o fim do ano.