Aumenta a infestação do mosquito Aedes aegypti em Campo Mourão

O levantamento demonstra que o índice aumentou em relação a última verificação, realizada em setembro, que apontou 1,03 por cento de infestação – Foto: Divulgação

O Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRA) realizado nesta semana pela Secretaria Municipal de Saúde apontou um índice geral de 2,61 por cento de infestação. O levantamento demonstra que o índice aumentou em relação a última verificação, realizada em setembro, que apontou 1,03 por cento de infestação. O preconizado pelo Ministério da Saúde é abaixo de um por cento.

Das 43 localidades analisadas, em nove o índice ultrapassou 4 por cento, que é considerado alto risco. A situação mais preocupante foi constatada na Vila Cândida, com 13,3% de infestação. Em seguida vem o Jardim Nossa Senhora Aparecida (9,5%), Indianópolis (7,8%) e Santa Cruz (7,6).  Em 19 localidades, o LIRA constatou índice zero de infestação.

Dos 1.543 imóveis verificados, em 38 foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti, a maioria em residências (74 por cento). Os principais criadouros estão no lixo, como plásticos, vidro, metal, papelão e sucatas (37 por cento).

“A aumento nas temperaturas, aliado ao período chuvoso, favorece a proliferação do mosquito. Se a população não colaborar para reduzir os índices, mesmo com o trabalho diário dos agentes de endemias é impossível dar conta e a tendência é aumentar os índices”, observa o presidente do Comitê Gestor da Dengue, Carlos Bezerra, ao lembrar que esse foi o último LIRA do ano.

A amostragem serve de base para o trabalho de combate ao mosquito. O índice de infestação é obtido a partir dos resultados das amostras analisadas em laboratório. No mês passado, o município registrou dois casos positivos de dengue importados de Nova Cantu, município que está com epidemia da doença.