“Pesquisas não acompanharam a velocidade das mudanças de última hora”, diz Rubens Bueno

Diante das circunstâncias da conjuntura política, onde todos são nivelados por baixo, considero que obtive boa votação – Foto: Divculgação

Eleito deputado federal pela quinta vez, com 76.471, Rubens Bueno (PPS) fez uma avaliação ao Tasabendo.com sobre o processo eleitoral, falou sobre a influência da operação Lava Jato, avaliou a redução de votos que recebeu nas urnas e também sobre as surpresas que alguns políticos tiveram com as pesquisas eleitorais.

“As pesquisas não conseguiram acompanhar a velocidade das mudanças de voto de última hora do eleitorado. Mas isso foi bom para a política brasileira. De um lado acabou o discurso do golpe encenado pelo petismo mentiroso com a reprovação de Dilma em Minas Gerais”, disse o parlamentar.

Dilma aparecia liderando com folga as pesquisas para o Senado em Minas, assim como Roberto Requião, no Paraná, indicado pelas pesquisas com líder absoluto para sua reeleição. Os dois, porém, não conseguiram sequer a segunda vaga em disputa.

Assim como os dois, outros nomes fortes na política brasileira foram rejeitados pelos eleitores nas urnas. Para Bueno, a renovação já aconteceu em outras eleições. “Desta vez no Senado foi maior que em todas as eleições passadas, porque estavam duas vagas em disputa. Por outro lado, vejo que a maior influência para essa mudança foi a operação Lava Jato. Considero importante essa renovação para oxigenar os mandatos da Câmara e o Senado”, afirmou.

Quanto a votação menor em relação a eleição de 2014, quando obteve 95.841 votos, o deputado apontou números de outros pleitos, argumentando que cada eleição tem o seu diferencial. “Em 1990 obtive 5% (5.000) dos votos para deputado federal em Campo Mourão e, no total, 29 mil votos. Em 1992, alcancei 77% dos votos para prefeito. Ou seja, cada eleição tem uma história. Diante das circunstâncias da conjuntura política, onde todos são nivelados por baixo devido a essa enxurrada de denúncias, prisões, etc, considero que obtive uma votação boa.”

Sobre o futuro governador do Paraná, Ratinho Junior, Bueno espera que atenda às necessidades da região da Comcam. “Pelo menos é o compromisso assumido formalmente por ele e não tenho dúvidas de que a região será bem assistida pelo governo do Estado”, declarou.

No próximo mandato, Bueno explica que sua prioridade é votar e aprovar as reformas da previdência, tributária e política a nível nacional. “A nível regional vamos consolidar os consórcios com equipamentos rodoviários para manutenção das estradas rurais e outro para o asfalto. Com isso diminuindo custos para as prefeituras e ajudando a manter nossas estradas e cidades adequadas à mobilidade urbana”, compromete-se. No segundo turno da eleição presidencial, o PPS decidiu manter a neutralidade.