Eleito para 3º mandato, Edilson Martins vê Saúde e Educação como principais problemas de CM

Edilson não descarta presidência da Câmara, mas diz que agora é o voto dos vereadores que decide
Um dos poucos vereadores reeleitos em Campo Mourão nas eleições municipais (apenas quatro continuam), Edilson Martins (Cidadania) inicia em janeiro o terceiro mandato na Câmara de Vereadores. Experiente no Legislativo, ele recebeu 952 votos em uma eleição que considerou difícil por conta da pandemia do coronavirus e principalmente pela quantidade de candidatos.
“Foi uma eleição diferente por conta da covid que assolou o Brasil e o mundo. Isso dificultou o acesso ao eleitor, mas minha votação ficou dentro das expectativas. Já esperava uma queda de pelo menos 30% na votação até pelo número de candidatos. Para se ter uma ideia, na eleição passada eram 90 e agora foram cerca de 190”, disse Martins.
Sobre os principais problemas em Campo Mourão, Martins aponta a necessidade de melhorias na Saúde e na Educação. “Tanto a Saúde quanto a Educação possuem boa estrutura, equipamentos novos, unidades de saúde novas e restauradas, mas o problema é a falta de médicos. É uma situação que o prefeito e vereadores precisam avaliar melhor, saber o porquê o município não consegue contratar mais médicos. A educação também dispõe de boa estrutura, mas faltam vagas nas creches. Acredito que essas duas questões são as mais urgentes”, declarou o vereador.
Que avaliação você faz da campanha e as perspectivas para o próximo mandato?
Foi uma campanha diferente por conta da covid que assolou o Brasil e o mundo. Isso dificultou muito o acesso ao eleitor, fiz umas duas reuniões pequenas apenas, conforme preconiza a legislação. Menos contato com o eleitor, campanha simples, feita pelas redes sociais entre amigos, parentes e com os membros da minha comunidade das igrejas evangélicas. A votação ficou dentro das expectativas, pois eu esperava uma queda de até 30% na votação em relação à eleição passada. Até pelo maior número de candidatos, cerca de 190, mais que o dobro comparado com 2016, que teve 90. Quando a gente conversava ou enviava mensagem ao eleitor, muitos afirmavam que já tinham amigos ou parentes mais próximos candidatos. Por isso foi uma eleição diferente e mais difícil. Mas a expectativa é que vamos poder desenvolver um bom trabalho na Câmara, atendendo o povo da melhor forma, pois o meu gabinete é do povo.
A presidência do Legislativo está nos seus planos?
Há sim o interesse, mas agora quem decide não é o eleitor, mas os vereadores. Tenho bom diálogo com os demais vereadores, mas para tudo existe um tempo e vamos aguardar. Será feita ainda uma reunião com as lideranças do meu partido para discutir melhor essa questão.
O que achou da renovação na Câmara?
Essa renovação vem acontecendo a nível de Brasil, não é apenas uma realidade de Campo Mourão. Teve cidade que não reelegeu nenhum vereador. Vejo que todos desenvolveram o seu trabalho na Câmara, mas a população está atenta a todos os detalhes. Alguns tiveram mais contato com o eleitor, outros não. A população queria essa renovação. Admito que fiquei surpreso com alguns nomes que não retornaram, mas parlamento é isso.
Com a experiência de dois mandatos, que conselho daria aos novatos?
Estou indo para o terceiro mandato e temos alguma experiência em relação ao poder Legislativo. Nesse novo mandato tem vereador com experiência jurídica, outros que já participaram de outras eleições, mas a orientação é que conversem com os demais vereadores, vejam como funciona o parlamento. É comum você chegar achando que pode resolver tudo de uma hora para outra e acabar se frustrando. São 13 vereadores, cada um com seu pensamento, sua ideologia e seus partidos político. Ou seja, não depende apenas dos vereadores, mas do Poder Executivo, do Estado, União e até mesmo dos deputados. Primeiro entender como tudo funciona para depois tomar uma decisão. Eu contaria até 10 para tomar uma decisão
Sobre acabar com as diárias, proposta pelo vereador eleito Márcio Berbet, o que você acha?
A diária é uma ferramenta que o vereador tem para ter acesso a Brasília, Curitiba, enfim é algo que faz parte do exercício na função do mandato. Existe resolução aprovada há muitos anos e cada um utiliza conforme entende ser necessário, enquanto outros nem utilizam. Respeito a posição do vereador (Marcio Berbet que quer o fim das diárias), mas essa proposta deverá ser apreciada no Legislativo. Eu utilizo diárias, por isso não posso ser demagogo, falando em acabar. Já vi vereador que chega falando em reduzir a remuneração para salário mínimo, mas nunca vi ninguém chegar no fim do mês e devolver um centavo do subsídio. Então é preciso ter cuidado nesse sentido, para não ser uma proposta que foi um compromisso de campanha e aí jogar para o poder Legislativo decidir. Eu não fiz campanha para reduzir salário, tirar as diárias ou qualquer benefício que o vereador tenha ali dentro do exercício, na função do mandato.
O que você aponta como principais problemas de Campo Mourão?
E visível o crescimento e o desenvolvimento de Campo Mourão. O poder Executivo e Legislativo trabalharam muito para isso e é comum uma cidade em desenvolvimento apresentar pontos negativos, principalmente na área da Saúde. A cidade possui boa estrutura, unidades de saúde boas, equipamentos novos, mas falta mais profissionais. É uma situação que o prefeito e vereadores precisam avaliar melhor, saber porque o município não consegue contratar mais médicos. Analisar uma melhor remuneração, talvez. Outro setor é a educação, que também dispõe de boa estrutura, mas faltam vagas nas creches. Acredito que essas duas questões são as mais urgentes. Outro ponto que vejo é secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. Sabemos que os responsáveis estão trabalhando muito no setor, mas as pessoas procuram os vereadores para reclamar sobre podas ou extração de árvores. É preciso melhorar a estrutura desse setor e contratar mais pessoas. Muitos reclamam que protocolaram o pedido há anos e não tiveram resposta. É uma questão que também precisa ser reavaliada.