Quadrilha é presa em Campo Mourão por enganar adolescentes que queriam ser jogadores de futebol
Uma quadrilha de estelionatários, que agia em todo o Brasil, foi presa pela Polícia Civil de Campo Mourão. Os golpistas enganavam crianças e adolescentes com promessas de contratações para grandes clubes do futebol brasileiro.
COMO AGIA A QUADRILHA – Escolhiam cidades com mais de 100 mil habitantes; se hospedavam em hotéis; procuravam uma entidade beneficente da cidade, e diziam que ‘eram olheiros de grantes clubes do futebol brasileiro, tal como Flamengo; Atlético Mineiro, Cruzeiro; etc. Diziam que fariam inscrições para uma ‘peneirada’ de futuros talentos; prometiam para a entidade beneficente que a ficha de inscrição seria a doação de um quilo de alimento.
Com ajuda da entidade beneficente, divulgavam em programas de rádio, televisão, jornais, e marcavam data para as inscrições e entrega dos alimentos.
Depois das inscrições, os golpitas ‘forneciam ao candidato’ um talonário, exigindo a venda de uma rifa, cuja venda era necessária para posterior segunda etapa da ‘seleção de craques’.
Os golpigas marcavam a realização de uma fase seletiva, em outra cidade, mas para isso os inscritos deveriam pagar determinada valor, para hospedagem, viagem etc. O valor era pago, mas a seleção dos atletas não ocorria, deixando as famílias dos garotos no prejuízo.
A polícia foi procurada por famílias de vítimas que já haviam caído no golpe, sendo que a quadrilha voltou à Campo Mourão, para aplicar novo crime.
PROVAS – A Polícia entrou em contacto com os clubes que os golpitas afirmavam representar, sendo que recebeu documentos desses clubes, informando que referidas pessoas não estão autorizadas a representar os clubes.