Farmácias temem assaltos e cortam recebimento de boletos

O crescente e contínuo número de assaltos a comércios e principalmente farmácias em Campo Mourão está causando pânico, tanto em proprietários como em funcionários do comércio. Algumas drogarias já optaram por reduzir o volume de dinheiro que circulava nos estabelecimentos. Uma delas é a rede de farmácias Marc Farma, que cortou o serviço de recebimento de boletos. Para o proprietário da rede, Marco Aurélio Weiler, quem mais está perdendo é a população. ‘Para nós foi um alívio, porque esse dinheiro de boletos não é nosso. A população é quem sai perdendo pois as farmácias desafogavam as enormes filas que se formam nos bancos em dias de pagamentos’, afirma Weiler.

Além da Marc Farma, outras farmácias da cidade seguem o mesmo caminho. O gerente de uma outra farmácia, que preferiu não informar o nome da empresa, alerta que o recebimento de boletos tem uma cota. ‘Passou do nosso limite, nós já paramos de receber. As vezes nem chega a dar a hora do almoço o serviço é cortado’, explica Flávio Guimarães do Vale.

Flávio diz ainda que o recebimento de boletos não gera praticamente nada de lucros para a empresa. ‘Serve mais para atrair clientes para dentro da loja. Enquanto estão na fila eles podem olhar para algum produto e acabar comprando. Nisso nós acabamos perdendo um pouco’, lamenta.

Um gerente de uma outra farmácia, que preferiu não mostrar o rosto, foi ainda mais longe. Para ele, que mora há apenas quatro anos na cidade, a criminalidade impera em Campo Mourão. ‘Já passei por outras cidades do porte de Campo Mourão, mas é impressionante como a gente fica assustado para trabalhar. Passamos o dia todo estressados. Mesmo com segurança na porta, câmeras e todos os lados, não conseguimos trabalhar em paz. A impressão que eu tenho é que a cidade está largada nas mãos dos bandidos’, afirma.

Segundo o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar de Campo Mourão, Tenente Coronel, Geraldo Moliani, essa medida que as farmácias estão tomando são aconselhadas pela polícia e devem reduzir o número de assaltos. ‘Nós já conversamos com o pessoal da Caixa Econômica e somente quem tem condições de manter um nível de segurança devem continuar a oferecer o serviço de recebimento de boletos’, diz Moliani.

Veja a reportagem completa na edição desta quarta-feira (22), no Programa Cidade em Dia, transmitido às 12h00 pela TV Carajás.