Delegado diz que já tem nomes de suspeitos de ataque a repórter

Retrovisor foi quebrado do veiculo e lataria danificada – Foto: Rafael Silvestrin/Tasabendo.com

O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Nilson Rodrigues informou que sua equipe de investigadores já identificou alguns nomes de pessoas suspeitas pelo atentado contra o repórter cinematográfico, Rafael Silvestrin, ocorrido no domingo à tarde, no conjunto Fortunato Perdoncini.

“Um ato jamais tolerado contra o repórter que estava acompanhado de sua filha e que nem estava a trabalho. Já foi registrado o Boletim de Ocorrência e os investigadores já identificaram alguns suspeitos”, disse o delegado.

Para Rodrigues, a principal suspeita é de que o crime foi cometido por pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Se isso for confirmado, ele diz que a Polícia Civil vai fechar a “boca de fumo” e prender os envolvidos. “Vão ser colocados no lugar que merecem estar, que é a cadeia.”

Por estar sempre acompanhando a Polícia Militar na cobertura de reportagens policiais, o atentado pode ter sido um ato de represália por parte de criminosos contra Silvestrin. “O repórter trabalha para divulgar a notícia onde quer que ela aconteça, mas é possível que esses indivíduos envolvidos com o tráfico tenham praticado esse ato jamais tolerado contra quem quer que seja”, afirma o delegado.

O atentado ocorreu na tarde de domingo, quando Silvestrin passava de carro, na companhia da esposa e da filha de 1 ano pela rua Hideji Kobayashi, no conjunto Fortunato Perdoncini.

Ao se aproximar de um local onde ocorria uma briga na rua, ele teve o carro “fechado” por um GM/Astra. Em seguida um grupo de rapazes, vendo que o carro possui a identificação “imprensa” cercou o seu VW/Gol e começaram a chutar a lataria, causando diversos danos no veículo. O repórter ainda foi ameaçado de morte.