Casos de violência doméstica aumentam em CM

Aumentou e muito os casos de violência doméstica em Campo Mourão. A maioria, homens que não aceitam o fim do casamento, ou namorado que também quer insistir na relação, mesmo contra a vontade da mulher.
Sem acordo, a vítima acaba sendo sempre a mulher, que quando não termina agredida, ou em casos extremos até morta, é ameaçada e tem móveis da casa quebrados. Nos últimos meses, o boletim diário de ocorrências da Polícia Militar está sempre constando casos de violência doméstica.
Neste fim de semana não foi diferente. Apenas neste domingo, até a madrugada de hoje, foram mais dois casos. No primeiro, por volta das 19h de ontem, no Conjunto José Richa, uma jovem de 18 anos foi agredida pelo ex-namorado, de 24 anos.
Segundo ela, o rapaz não aceita o fim do relacionamento. A jovem relatou que saia da casa de uma amiga, quando foi abordada por ele. O agressor tomou o celular da jovem e depois a agrediu com socos no rosto e chutes nas costas. Ela sofreu diversas escoriações e hematomas.
Nem medida protetiva resolve em alguns casos. Por volta das 22h30 de ontem, a Polícia Militar recebeu uma ligação de uma criança de 11 anos, a qual relatou que seu pai estava agredindo a sua mãe, na rua dos Pioneiros, na Vila Cândida.
Quando os policiais chegavam ao local, avistaram um homem saindo da casa. Ele ainda tentou correr, mas foi alcançado pelos policiais. Em contato com a vítima, de 43 anos, ela relatou que seu ex-companheiro chegou na residência embriagado e insistiu para que ela assinasse alguns documentos relativos à venda da casa, porém, como ela não concordou, passou a ser agredida verbalmente e com tapas no rosto. O homem foi preso e encaminhado à delegacia, onde foi autuado em flagrante por violência doméstica.
Outra ocorrência da mesma natureza foi registrada no sábado a noite, na rua Belém, na Vila Urupês. Após chegar em casa embriagado, o marido agrediu a companheira com empurrões, vindo a derrubá-la no chão.
Conforme a polícia tem constatado, os casos de violência doméstica passaram a aumentar durante a pandemia, quando as pessoas estão passando mais tempo em casa.