Cmeg: Últimas vagas para a visita técnica a Colônia Witmarsum

A saída da caravana será da frente da unidade local do Senac, com chegada pela manhã a colônia Witmarsum – Foto: Divulgação

A meia-noite desta sexta-feira (25/2) acontece a saída do ônibus que levará a caravana organizada pela Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios de Campo Mourão e Região (Cmeg) para a visita técnica a Colônia Witmarsum, localizada no Município de Palmeira (a cerca de 70 quilômetros de Curitiba).

Ainda restam algumas vagas e os interessados em participar podem obter mais informações pelo telefone (44) 99940 0410 ou junto às diretoras da Cmeg/Campo Mourão.

A saída da caravana será da frente da unidade local do Senac, com chegada pela manhã a colônia Witmarsum. Uma vasta programação de visitas e intercâmbio será cumprida na localidade, com a saída para retorno a Campo Mourão marcado para o final da tarde do dia 26, após a participação dos integrantes da caravana em um café colonial.

A realização da visita técnica tem o apoio do Sistema Fecomércio Paraná Sesc Senac e também do Sindicato Empresarial do Comércio de Campo Mourão e Região (Sindicam).

WITMARSUM

Formada por famílias menonitas que em meados de 1951 migraram de Santa Catarina, a Colônia Witmarsum possui uma série de atrativos e é visitada por grande número de turistas. Entre as atrações, lojas de artesanato, restaurantes e confeitarias que servem comidas típicas, como destaque as tortas e salsichas alemãs, além dos tradicionais eisbein (joelho de porco), chucrute e marreco recheado.

Na colônia é realizada uma feirinha gastronômica nos finais de semana e os visitantes podem realizar vários passeios. Na Colônia de Witmarsum ocorrem as Estrias Glaciais de Witmarsum, um registro marcante da grande glaciação que ocorreu do Carbonífero inferior ao Permianoinferior, entre 360 e 270 milhões de anos atrás, quando toda porção sul do antigo supercontinente Gondwana, então parte da atual América do Sul, ficou coberto por espessas camadas de gelo.

A HISTÓRIA

Há 500 anos, numa cidade chamada Witmarsum, localizada hoje em território holandês, morava um padre alemāo chamado Menno Simons, que participou da Reforma Protestante, dando origem à religião menonita, fundamentada na fé em Deus e no pacifismo. Isto é, não pagar o mal com o mal, não usar a espada (armas), orar pelos inimigos, fazer o bem àqueles que os odeiam, perdoar. Por essa razão seus seguidores negavam-se a servir ao exército e participar de guerras.

Perseguidos pelo governo e pela igreja local, fugiram para Guidanski, onde ficaram por 250 anos, quando foram novamente perseguidos, sendo convidados pelo Império Prússio a colonizarem parte de suas terras, visando as habilidades agrícolas e na construção de diques que o povo menonita possuía. Lá viveram por 500 anos até que foram intimados a servir o exercito ou perderiam suas terras.

Diante do impasse, aceitaram o convite da princesa alemā Catarina – a Grande  feito ao povo germânico – não só os menonitas – para colonizar a região da Crimeia e lá se instalaram. Anos depois, o neto de Catarina não aceitou mais as condições oferecidas por Catarina aos alemães colonizadores: terra grátis, liberdade religiosa, 30 anos com isenção de impostos, não servir ao exército. Assim o grupo alemão menonita migrou para o Canadá, EUA e Brasil (inicialmente para Santa Catarina, criando lá um povoado que chamaram de Witmarsum, em homenagem a cidade natal).

No entanto, muitos do imigrantes não se adaptaram à Santa Catarina, pois as terras montanhosas da Serra do Mar eram muito diferentes às planas que estavam acostumados para o plantio. Procuraram outros locais para viver, um deles, o Paraná.

Graças a um financiamento conseguido junto aos menonitas da América do Norte, foi possível comprar comunitariamente, em 1951, a Fazenda Cancela.

A sede da antiga fazenda é ocupada atualmente pelo museu Casa Fazenda Cancela e a colônia ocupa uma área de aproximadamente 7.800 hectares, com aproximadamente 2.000 habitantes. Compreende cinco núcleos de povoamento, denominados aldeias e numerados de 1 a 5. Sua base econômica reside na agropecuária, desenvolvida sobretudo no setor da pecuária leiteira. Também há criação de frangos e porcos para o abate e plantações de soja e milho. O turismo é outra importante atividade, com a existência de muitas pousadas. A colônia é referência na produção de leite e queijos.

Com quase 70 anos, a Colônia Witmarsum possui uma escola pública, que em seu currículo oferece o idioma alemāo e algumas outras disciplinas que preservam a cultura de seu povo. Também conta com a sede da Cooperativa Mista Agropecuária de Witmarsum e um mercado, no centro, que provê os moradores dos gêneros de primeira necessidade, onde você pode encontrar vários produtos locais, como os queijos minas frescal, os de origem italiana: ricota fresca e asiago, de origem francesa: brie e camenbert, de origem suiça: emental e appenzeller, e o colonial, natural e com pimenta verde, fabricado pela Cooperativa, todos de produção local.

A comunidade ainda possui uma fábrica de laticínios (Cancela) e uma fábrica de cerveja artesanal. Um destaque a mais para Witmarsum são as flores espalhadas por todas as partes.