População dos Jardins Tropical I e II querem mais infra-estrutura e saúde

Moradores dos jardins Tropical I e II reclamam de problemas de infra-estrutura e de deficiências no sistema municipal de Saúde dos dois bairros. Parte dos entrevistados busca alternativas para seus tratamentos, evitando depender de exames que podem demorar mais de um ano.

A vice-presidente da Associação de Moradores do Tropical I e II, Inês Moncari de Sá, foi quem orientou a reportagem sobre os moradores dispostos a conceder entrevistas. Ela mesma se queixa de ter demorado dois meses para conseguir uma consulta com um ginecologista no posto de saúde dos bairros. Segundo ela, há falta de médicos especialistas e problemas de estrutura no posto. “Onde já se viu o médico ter que sair da sala dele para fazer o exame ginecológico em outra sala?”, questiona.

Inês também aponta o desnivelamento do asfalto de uma rua e uma avenida onde a água empoça. “Acontece isso na Rua Jaçanã e na Avenida dos Pardais”, indica. Para ela outro “desnível” acontece com relação à largura da Avenida dos Pardais e das calçadas. “As avenida é estreita para passarem carros nos dois sentidos e a calçada é quatro ou cinco vezes maior que uma calçada comum. O ideal seria alargar a avenida, diminuindo as calçadas”, sugere.

A casa da aposentada Gessi Gonçalves da Silva, 61, no final do Jardim Tropical II, é distante das estruturas que atendem à população. Então ela defende que entre seu bairro e o Conjunto Avelino Piacentini deveria ter uma escola, um posto de saúde e um módulo policial. “E isso foi prometido pelos políticos da cidade”, cobra.

Princesa dos Campos

Moradores da Avenida Princesa dos Campos, no Jardim Tropical II, reivindicam a renovação do asfalto. E de acordo com Eleonora de Araújo, 55, “recape não adianta, tem que fazer asfalto novo”. Ela ainda denuncia o abandono de um terreno em frente à sua casa e atenta para o risco do lugar ser foco de dengue. “Já tirei copos, garrafas e pneu desse terreno e é um perigo por causa da dengue”, avisa.

O pastor Dercílio Ferreira, 56, que ministra cultos em uma igreja quase no final da avenida, reclama do estado do local em dias de chuva e reivindica a colocação de duas lombadas no trecho em frente à igreja, onde os fiéis deixam seus carros em dias de culto. “Outro dia um carro bateu em dois carros parados aqui!”, conta.

A casa de Neucimar Ribeiro Cardoso fica em uma esquina próximo dali. Há dois bueiros entupidos ao redor da residência, um de frente e um do lado. Mas ela também tem queixas contra o estado da rua, a eficácia da Segurança Pública e a morosidade do serviço de saúde. “Outro dia um cara pulou no meu quintal às 3h da manhã e se não fosse um vizinho avisar, teríamos sido roubados”, relata.

Sua queixa contra a saúde municipal tem a ver com a cirurgia de um dos olhos que ela precisa fazer. “Por causa da cirurgia fiz um eletrocardiograma e tenho uma série de outros exames para fazer. Pelo posto de saúde informaram que vai demorar um ano e quatro meses para terminar. Quando chegar ao fim, o eletro não serve mais”, argumenta.

Alternativas

O balconista João Maria Santana, 50, sofre de problemas renais e fez parte do tratamento com os encaminhamentos da unidade de saúde. Mas pediu ao seu médico para ser acompanhado diretamente pela Santa Casa. “Falei para o médico que se eu fosse tratar pelo posto eu abandonaria o tratamento. A gente vai lá procurar consultas e não encontra!”, explica.

Quem também evita o atendimento de saúde do município é a dona de casa Andréia da Silva, 26, mãe de um menino de três anos com problemas pulmonares. “Tenho que fazer o tratamento dele lá em Curitiba porque aqui não consigo”, reclama. Andréia mora na Avenida dos Lagos, onde o asfalto chegou recentemente. Ela enfatiza que não podem faltar as calçadas para um serviço completo.