Para o advogado da Eletropel, o superfaturamento dos postes republicanos é invenção do MP

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Numa reunião realizada na manhã da última sexta-feira (4) no auditório do Paço Municipal de Campo Mourão, o advogado da empresa Eletropel Materiais Elétricos (responsável pelas obras de instalação da iluminação nas avenidas), Daniel Munhoz de Campos, afirmou que “essa história de superfaturamento, ela surgiu de uma invenção por parte do Ministério Público, que não tem base jurídica nenhuma”. Na ocasião, uma equipe técnica da empresa buscou demonstrar por medições e pesagem que os postes de Campo Mourão são diferentes dos postes de Cianorte.

Matéria da Assessoria de Imprensa da Prefeitura sobre o encontro, deu conta de que: “Conforme a pesagem feita mediante todos os presentes, os postes instalados em Campo Mourão somam 24 quilos, entre as três partes que integram a peça (18,7 kg – 2,1 kg e 2,9 kg), enquanto que os postes instalados em Cianorte somam 17 quilos (10,3 kg – 1.8 kg e 5,10 kg). Ambos os modelos de postes foram montados junto a um poste instalado na Avenida Guilherme de Paula Xavier, confirmando a diferença de tamanho dos postes com o material comparativo referente a uma licitação de Cianorte.”

Campos também refutou matéria veiculada por um meio de comunicação local, em que se afirmava que havia um laudo do Observatório Social atestando que os postes republicanos de Campo Mourão seriam idênticos aos postes vendidos pela empresa em Cianorte. “O Observatório (Social) acompanhou e comprovou que além da diferença de tamanho e de peso, existem diferenças de características e qualidade dos produtos”.

O advogado lembrou que a denúncia de superfaturamento foi feita por uma empresa concorrente da Eletropel que “está sendo alvo de uma ação civil pública aqui na cidade de Campo Mourão, que atesta justamente a falta de qualidade dos materiais que eles empregaram em uma obra e a falta de técnica para a instalação.”.

Além disso, o representante da Eletropel justificou a conquista de sua empresa em relação à empresa denunciante: “Eles apresentaram uma proposta, nessa mesma licitação que nós vencemos, de R$ 1 milhão a menos; porém, essa obra com certeza seria executada da forma que já foi provado que já está sendo alvo de investigação, que não seria a mesma qualidade, isso é um dos motivos da diferença de preço.”.

Na oportunidade, Roberval Melo Ruscetto, presidente do Observatório Social de Campo Mourão, ressaltou que o órgão não é técnico e não emite laudos técnicos. “Nós não somos técnicos. Nós só acompanhamos as licitações. A parte técnica, a parte de engenharia, não compete a nós.”. E afirmou: “Em Cianorte, quando nós estivemos aí é interessante observar esse detalhe, nós não fizemos laudo, nós não pesamos, nós não medimos, nós só olhamos, só que não existe um modelo só de poste… conforme o tipo do poste, os senhores podem ver que eles são idênticos, mas as características são diferentes.”.