Moradores do Maria Barleta apontam problemas e carências do bairro

Os problemas e carências apontados pelos moradores do Conjunto Maria Barleta com relação ao bairro estão em praticamente todas as áreas. A necessidade de uma creche no bairro é a reclamação mais comum entre as mães e avós do local. Aparentemente o bairro também não recebe serviço de varrição de rua há muito tempo, pois há muito lixo espalhado.

A dona de casa Dinair de Jesus, 48, é uma das avós que considera urgente a necessidade de construção de uma creche no bairro. “Eu tenho um netinho que estuda na creche ‘Amor Perfeito’ e eu ando mais de um quilômetro a pé todo dia para levar ele lá. Levo cedo e vou buscar à tarde”, explica. Para ela é demorado para conseguir uma consulta no Posto de Saúde Damferi. Em sua opinião há pouca segurança no bairro. “Não posso largar a casa sozinha”, justifica.

Os jovens Janislei de Oliveira, 16, e Cleiton Pinheiro, 14, apontam vários problemas do bairro. “Tem muito lixo no bairro, principalmente no final da Rua Jardineira; Os postes não acendem à noite; tem buracos nas ruas; os orelhões do bairro não funcionam e os bueiros estão entupidos”, listam.

A empregada doméstica Geni Aparecida Rocha, 36, enfatiza que o bairro precisa de mais policiamento à noite, quando, segundo ela, há muita bagunça. Mas ela também diz que falta ônibus escolar para levar os alunos e sua filha que estuda faz o percurso a pé. Geni concorda com outros moradores que falta uma creche no Maria Barleta e acrescenta o pedido de um clube de mães.

Além de afirmar que há muitos cachorros abandonados nas ruas do bairro, Josélia Bernarda da Silva, 49, também aponta o que falta: “Aqui devia ter uma escola, podia ter distribuição de sopa para nós e falta um parque ou um campo de bola para as crianças, que ficam brincando no meio da rua”.

Para Josefa Cabral, 53, uma creche ou mais perto ou no próprio bairro seria muito bem vinda. “O bairro tem muitas crianças. A minha nora leva os meus netos lá no Jardim Paulino todo dia na creche”, reclama. Na opinião dela o posto de saúde poderia atender mais rápido e a polícia podia frequentar mais o bairro.

As estruturas do bairro são o problema no ponto de vista de Dilcélia Fernandes, 32. “Precisava de quebra-molas para melhorar o transito; as bocas de lobo estão todas entupidas e falta uma linha de ônibus que passe aqui porque tem muita gente que trabalha e tem que pegar ônibus lá na avenida John Kennedy”, observa.