Jd. Albuquerque: Saúde e terrenos abandonados são as queixas mais comuns

Entre as diversas queixas dos moradores do Jardim Albuquerque, entrevistados pelo Tá Sabendo, a mais comum é com relação à Saúde. Os populares reclamam do atendimento do posto do Jardim Paulista e querem que a região da Asa Leste tenha uma unidade 24 horas de saúde, segundo eles, conforme promessas de campanha eleitoral.

A primeira reclamação de Oberdam Naya, 43, é de que o pediatra do posto do Jardim Paulista é muito ruim. “Quando a necessidade é maior eu pago consulta particular porque o médico do posto não tem condição”, afirma. Para ele o bairro também precisa de escola, placas de sinalização e cuidados nos terrenos baldios, que são muitos. “Nos terrenos que os donos não cuidam o mato fica com mais de um metro. Até sofá jogam aqui e muito lixo também”, enfatiza.

Para o professor universitário Euclides Delbone, 68, “o bairro foi loteado, mas não foi planejado: se parar um carro de cada lado da rua não passa um carro meio grande e as calçadas deixam a desejar”. Delbone também critica o serviço de transporte coletivo, pois segundo ele, os coletivos demoram uma hora para passar. Ele compara o número de escolas com o de postos de saúde na região da Asa Leste e conclui que a Saúde está em falta em relação à Educação. E acrescenta que a região precisa, ao menos, ter um posto 24 horas. “Quem mora aqui tem que se descolar até o Lar Paraná à noite ou de madrugada”, diz.

Parte das reivindicações de Delbone se confirma no depoimento da aposentada Doroty Oliveira Machado, 68. Ela se queixa do alto número de terrenos e afirma que são poucos os ônibus que passam pelo bairro. “A quantidade de ônibus é pouca. Eles falam que tem ônibus de 20 em 20 minutos, mas eu acho que demora mais. Eu dependo de ônibus e outro dia esperei mais de meia hora por um circular”, explica.

A auxiliar de cozinha Angela Aparecido Lofrano, 30, também aponta a limpeza do bairro como o maior problema. “Tem muito terreno abandonado, muito mato e o povo joga muita sujeira e nunca vi um varredor de rua aqui”, pondera. Para ela a saúde da região Asa Leste tem muito a melhorar. “O posto de saúde do Jardim Paulista é precário. Tem que ter um posto de saúde aqui. O Paulista fica até às 9h da noite mas não tem pediatra. Eles mandam lá para o 24 horas. Então não dá, quando o problema da neném é mais sério pago consulta porque uma vez levei a menina no posto e não descobriram que ela tinha pneumonia”, reclama.

O mecânico industrial João Batista dos Santos, 50, afirma que “precisa melhorar muito a área da saúde”, porque a demora para conseguir uma consulta pode ser de até três meses. “Remédio também é difícil achar no posto”, fala.

Para o comerciante Osvaldo Aparecido Freitas, 59, “o posto de saúde 24 horas que está sendo prometido há anos seria muito bom”, já que os moradores da região têm que se deslocar até o Lar Paraná quando precisam de um tratamento de urgência.