Jardim Paulista tem grande lista de pedidos à Prefeitura

São vários os pedidos dos moradores do Jardim Paulista ao poder municipal. As reclamações vão desde falta de lombadas, iluminação, limpeza de ruas e galerias, agendamento rápido de consultas e exames, podas de árvores, vagas em creche do bairro, controle do número de cachorros nas ruas e outros. O presidente da Associação de Moradores local, João Chirum, também falou à reportagem.

A estudante Camila Rocha da Silva, 16, reclamou a falta de uma lombada na Rua Antônio Constâncio de Souza. “A gente precisa urgentemente de um quebra molas nessa rua porque os carros e caminhões passam muito rápido. Minha tia, por exemplo, tem três crianças e não pode deixar brincar na rua porque é perigoso”, justifica. Ela também critica o serviço de saúde da unidade do bairro: “No posto de saúde o atendimento é para ser até 17h, mas você vai lá às 15h e o médico já foi embora”.

A aposentada Ana Maria Nunes, 71, moradora da mesma rua, confirma a necessidade de uma lombada no local e diz que “as pessoas jogam muito lixo nos terrenos vazios, por isso a Prefeitura tem que fazer mais limpeza”. Ela afirma ainda que para sua idade é muito cansativo ter que frequentar o posto de saúde toda semana se quiser conseguir uma consulta. “A gente vai lá para ver se conseguiram marcar a consulta e perde a viagem a maior parte das vezes!”, enfatiza.

O jovem Wender Puríssimo da Silva, 19, sugere que a prefeitura melhore o bosque que fica atrás do campo de futebol do bairro, construindo algumas trilhas para a população circular. Também pede para que sejam trocadas algumas lâmpadas no local e que seja pavimentada uma rua do bairro que ainda não tem asfalto.

A dona de casa Sirlei Casagrande, 52, salienta que o agendamento de consultas precisaria ser bem mais rápido. “Teve gente que foi mal atendido pelo posto de saúde, precisava de uma receita de um remédio antes que os remédios acabassem e acabou ficando mais de 10 dias sem o medicamento porque não conseguia consulta”, narra.

A mesma demora é reafirmada por Silvina Bevenuta, 60, que conta que sua sobrinha tentou marcar uma consulta desde o ano passado e só conseguir agendar esse ano. “Tem umas pessoas simples que não reclamam da demora e vão ficando para trás”, orienta.

A pensionista Neuza Luisa da Silva, 48, faz várias reclamações. “Nossa iluminação está deixando a desejar; o lixeiro, a caçamba e a Prefeitura não levam os pneus jogados pelos moradores; tem muita mãe aqui que não consegue vaga na creche; no Caic faltam professores a ponto de os alunos ficarem assistindo filmes; tem muitos cachorros nas ruas; tem espaço para colocar academias da terceira idade e nós não temos nenhuma e falta remédio no posto de saúde”, lista.

A professora Vilma da Silva Gomes, 40, aponta como o principal problema do bairro a limpeza das ruas pois, segundo ela, quando chove os bueiros ficam entupidos. Para ela também é preciso ter mais médicos no posto de saúde, “principalmente psicólogos, psiquiatras e ginecologistas”. Vilma conta que encontra as mães nas ruas e elas reclamam não haver vagas para as crianças na creche do bairro.

O presidente da Associação de Moradores do Jardim Paulista, João Chirum, apresentou uma grande lista de serviços de obras que precisam ser feitos pela Prefeitura. “Falta melhorias na iluminação pública; podas nas árvores. Na escola Maria do Carmo Pereira é preciso tirar os tocos e as árvores que ameaçam cair. Temos problemas com os bueiros, que foi feita uma limpeza das caixas, mas não na tubulação. Nosso campo de futebol e o bosque estão abandonados. Falta o asfalto que foi prometido na Rua Antonio Justino Ferreira. O asfalto da Vila Flor do Campo precisa ser refeito. Tem entulhos em vários locais que são da Prefeitura.”, afirma.

Chirum ainda aponta vários problemas da saúde, alguns dos quais ele aponta para explicar as causas das falhas na Saúde em todo o município. “Na unidade de saúde aqui do Paulista tem telhas quebradas e vazamentos, além de faltar medicamentos. As consultas e exames param tudo na Secretaria de Saúde. A barreira está lá. Os médicos foram orientados a evitar ao máximo os encaminhamentos para especialistas”, informa.