Faleceu hoje o pioneiro Filemon de Oliveira, 87 anos

Filemon cativava a todos com seu sorriso
Faleceu na manhã deste domingo (01), de causas naturais, Filemon de Oliveira, 87 anos. Pioneiro de Campo Mourão, deixa 5 filhos, 11 netos e 4 bisnetos. Após um rápido velório e grande comoção em culto fúnebre realizado no PREVER às 16h, foi enterrado no Cemitério São Judas Tadeu às 16:30h.
Nascido no estado de São Paulo, em 26/12/1933 e morador de Campo Mourão há aproximadamente 54 anos, viúvo por 2 vezes e no 3º casamento há 25 anos, Filemon era conversador e um grande contador de histórias (e tinha muitas delas para contar). Repetia sempre com muito orgulho os detalhes de sua participação como pedreiro na construção dos primeiros barracões e sede da Coamo (foto abaixo).

Filemon é o primeiro da direita para a esquerda, trabalhando na construção do primeiro barracão da Coamo
Fez a alegria das crianças que viveram a infância na década de 80 e 90. Sempre gentil e alegre a atender todos, o chamavam: o “Tio da Pipoca”. Era impossível passar indiferente com a visão maravilhada das suas pipocas multicoloridas. Empreendedor, foi o primeiro pipoqueiro da cidade com seu carrinho construído por ele mesmo, sagradamente estacionado na Praça São José todos os domingos e em festas.
Um grande curioso da vida e de aprender coisas novas, mesmo com pouca educação formal, fez de tudo um pouco, trabalhando como: construtor, pedreiro, encanador, pintor, pipoqueiro, fazendo “raspadinha”, com material reciclável. Seja com o que fosse, ele se reinventava, não tinha tempo ruim, só não queria era ficar parado.
A pandemia o fez parar forçadamente. Muito ativo e independente, foi difícil segurar ele em casa, mas nesse tempo a união da família se intensificou. Doente na cama e com pouca consciência foram só seus dois últimos dias e, felizmente, esteve até o fim na sua casa, recebendo todos os cuidados com muito amor e carinho de seus queridos.
Cristão fiel, de uma fé invejável, serviu como diácono da Igreja Adventista do Sétimo Dia, central de Campo Mourão, com muita disposição por décadas e descansou repetindo muitas vezes que estava preparado para Deus o levar quando fosse a hora e assim foi, sereno e em paz. Como escreveu o Apóstolo Paulo em 2 Timóteo 4:7 “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.
Muito conhecido, percorria a cidade com sua bicicleta cargueira enquanto pôde. Será para sempre lembrado pela sua gargalhada inconfundível e alegria ímpar, contagiava a todos com sua simplicidade por onde passava. Aproveitou muito a vida intensamente. Deixou um grande legado.

