Excesso de chuva compromete produção de hortaliças e gera prejuízos a produtores

O excesso de chuva nesse mês de janeiro, tem comprometido e muito a produção de hortaliças em Campo Mourão e região. Produtores que comercializam essas plantas estão vendo a renda despencar.

O vice-presidente da Feira do Produtor, em Campo Mourão, Jair Wenneck mantém uma barraca na feira, onde vende vários tipos de produtos, desde hortaliças, a frutas como banana, melancia, jaca, entre outros.  Ele já fala em prejuízos de 50% na renda nesse período chuvoso.

“A chuva tem atrapalhado muito.  A alface estragou e se continuar assim não terei mais para levar na feira na próxima semana. A chuva também compromete a qualidade do milho. A água lava o cabelo da espiga, que fica com os grãos falhados. Aí o freguês quer desconto, sem contar na mandioca, que só cresce para cima e a batata doce, que também não desenvolve”, lamenta ele.

O clima também é desfavorável para outras culturas que ele produz, como caxi, tomate e abobrinha. “Esses produtos precisam do sol também.” Se não bastasse isso, a chuva ainda afasta as pessoas da feira. “Muita gente deixa de ir na feira por causa da chuva”, constata o produtor.

O técnico agrícola do Instituto Emater de Campo Mourão, Rinaldo Clementin disse que ainda não há um levantamento sobre perdas, porém, analisa que as chuvas estão causando grandes prejuízos aos produtores.

“Mesmo as plantas mantidas em estufas são prejudicadas. Se não entra água, sofre com a falta de luz, como o tomate por exemplo. Mas as que mais sofrem são as folhosas, como alface e o repolho, cultivados no campo. Chega a derreter as folhas”, explica Clementin.

Para se ter uma ideia, de 1º de janeiro até o ontem, segundo o Simepar, o volume de chuva em Campo Mourão já estava em 403mm, quando a média normal para janeiro é de 270mm. E a previsão é que o tempo permaneça chuvoso pelo menos até a primeira semana de fevereiro.