Campo Mourão: Observatório Social completa 10 anos

Entidade já está instalada em 116 municípios, de 16 estados. OS/Campo Mourão foi o segundo implantado

Nesta quarta-feira (27/9), o Observatório Social de Campo Mourão completa 10 anos de fundação e atuação ininterrupta. A entidade, que surgiu em Maringá depois da descoberta de corrupção milionária na prefeitura daquela cidade, tornou-se conhecida pela população pelo acompanhamento das licitações realizadas pelo poder público para a compra de produtos e serviços. Porém, o leque de atuação atualmente é bem mais amplo.

O movimento para a criação do Observatório Social em Campo Mourão surgiu na Associação Comercial e Industrial (Acicam), em 2007, com o movimento ganhando rapidamente a adesão de clubes de serviços, entidades classistas e de outros segmentos da comunidade. Nestor Bisi foi o primeiro presidente. Na sequência, o cargo foi ocupado por Ater Cristófoli (que atualmente é o presidente do Observatório Social do Brasil), Eloi Bonkoski e Nelson Botega. Atualmente a entidade é presidida Roberval Ruscetto (que cumpre o segundo mandato à frente da entidade).

O OS de Campo Mourão foi fundado e implantado logo após a criação da entidade em Maringa. Com a disseminação da entidade pelo país, foi fundado o Observatório Social do Brasil e o seu primeiro presidente foi o mourãoense Ater Cristófoli.

Nenhum evento está programado para marcar o aniversário do OS/Campo Mourão.

Atuação

O Observatório Social de Campo Mourão atua prioritariamente no acompanhamento de todas as etapas das licitações realizadas pelo poder público municipal e no monitorando – por amostragens – de entrega dos produtos e serviços contratados. Também monitora as dispensas de licitação, acompanha nomeações para cargos de confiança, a atuação dos vereadores e os repasses de dinheiro público a entidades, por exemplo.

Integrantes da entidade analisam,. Inicialmente, todos os editais de licitação abertas pela prefeitura de Campo Mourão, fundações e outros órgãos ligados à administração municipal. Depois acompanham a realização dos certames licitatórios. Quando possíveis indícios de irregularidades são detectados, a entidade solicita providências ao governo municipal. A entidade recorre ao Ministério Público quando providências não são adotadas.

A atuação do órgão tem contribuído para a geração de expressiva economia ao Município. Desde que o Observatório Social passou a atuar nas licitações, a economia gerada nas licitações realizadas pelo governo municipal (somatória da diferença entre o valor máximo estipulado em cada edital de licitação e o valor efetivamente contratado) cresceu vertiginosamente.

Mas o Observatório Social de Campo Mourão atua também em outras frentes. Em eleições, tem desenvolvido ações voltadas à conscientização da população sobre a importância do voto e de escolher bem os candidatos. Também tem atuado junto com outras entidades locais no desenvolvimento de ações voltadas ao desenvolvimento do Município.

Diretoria

A atual  diretoria está assim composta: Presidente – Roberval Ruscetto; Vice-presidente – Marlene Fiorese de Lima; Vice-presidente de Administração – Elói Ricardo Cobbe Bonkoski; Vice-presidente de Responsabilidade Social, Educação e Cultura – Wilson Isolani; Vice-presidente de Políticas Sociais, Esporte e Lazer – Zuleide Milanez Giraldi; 1ª Tesoureira – Antônia Correa de Melo; 2º Tesoureiro – Miguel Theodorovicz; 1ª Secretária – Léia Uhren; 2º Secretário – Geraldo Sebastião dos Santos.

O Conselho Fiscal é integrado por Nestor Ocimar Bisi, Luiz Pepinelli e Ater Carlos Cristofoli (ex-presidente do Observatório Social do Brasil). Pela presidência do Observatório Social de Campo Mourão – o segundo implantado no país, em atividades desde 27 de junho de 2007 – já passaram Nestor Bisi, Ater Cristófoli, Eloi Bonkoski e Nelson Botega.