Pacientes de hemodiálise no ritmo da festa junina

Músicos embalam a festa, deixando o ambiente mais animado a todos – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

Pelo menos uma vez ao ano, o tratamento de hemodiálise oferecido pelo Instituto do Rim, em Campo Mourão ganha um tom de animação e descontração aos pacientes. Isso acontece há onze no mês de junho, quando todos são convidados a participarem de uma festa junina, embalada por tocadores de violão e sanfona.

A festa transforma o ambiente pesado das máquinas usadas para filtrar o sangue de quem sofre de insuficiência renal. Neste ano, a festa foi realizada na quarta-feira (19) e ontem.

Moradora de Goioerê, Vanir Guerreiro, 55 anos, é paciente do Instituto do Rim há onze anos e, desde a primeira edição da festa junina, participa com muita empolgação. “Sempre participei e até venho a caráter para dançar. Mesmo com o tratamento bastante difícil, eu não desanimo, gosto de animação”, afirma ela.

Quem aprecia a festa já vem vestido a caráter, inclusive a equipe administrativa, técnicos e enfermeiros do Instituto do Rim, que trocam o jaleco branco pela roupa xadrez. A festa junina é uma forma de propiciar momentos de descontração e confraternização entre o grupo, que por se encontrar toda semana no local já mantém laços antigos de amizade.

Músicos com viola, violão e gaita animam a festança, que também oferece doces para todos, por meio de parceiros, que preferem não ser identificados.

Os próprios funcionários financiam a compra de guloseimas e pipocas. “No início era uma coisa mais tímida, mas percebendo a empolgação de todos, fomos adaptando, com danças, e com músicos da cidade que são convidados para animar a festa”, conta Fátima Moraes, gerente administrativa do Instituto do Rim.

A unidade atende cerca de 180 pacientes, de toda a região, por isso são necessários dois dias de festa para que todos participem. O tratamento não é fácil. São três sessões semanais, de quatro horas, exigindo uma dura rotina a quem mora mais distante de Campo Mourão. “Tem paciente que sai de casa 4 horas da manhã e como muitos dependem do transporte do município, acabam passando o dia por aqui. Por isso a gente procura fazer essa festa para descontrair um pouco.”