Unespar implantará ouvidoria para crimes de gênero

A Unespar vem tomando uma série de medidas para o combate à violência e a práticas discriminatórias dentro da instituição – Foto: Divulgação

Visando combater a prática de discriminação e violência de gênero, a Reitoria da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) implantará uma Ouvidoria de Gênero, ação que tem sido adotada por outras universidade e instituições públicas no país.

O objetivo é viabilizar uma instância específica para receber e processar denúncias de assédio de gênero, prática de atos potencialmente preconceituosos ou sexistas, agressões de conotação sexual ou sexista bem como qualquer manifestação de discriminação relacionada ao gênero ou à orientação sexual na comunidade acadêmica.

CEDH e medidas de combate à violência

Ao longo dos últimos anos, a Unespar vem tomando uma série de medidas para o combate à violência e a práticas discriminatórias dentro da instituição. Em 2016, foi implantado o Centro de Educação em Direitos Humanos (CEDH), presente em todos os campi da Unespar.

O órgão trabalha com três núcleos de ação especializada, sendo eles: Educação para Relações Étnico-raciais (NERA), Educação para Relações de Gênero (NERG) e Educação Especial Inclusiva (NESPI).

Qualquer membro da comunidade acadêmica que esteja ou tenha passado por alguma situação de violência, seja ela motivada por questões de gênero, sexualidade, raça ou deficiência, pode fazer a denúncia ao CEDH de seu campus e também à ouvidoria da Unespar por meio deste link.

Em julho deste ano, 2018, o Gabinete da Reitoria emitiu uma circular interna orientando que dirigentes da instituição, sejam da gestão superior, intermediária ou básica, garantam a representatividade feminina nas mesas de solenidade de abertura e nas atividades científicas da universidade.

Conforme informa a circular, ainda que os valores da igualdade estejam expressos nos principais documentos da instituição, como, por exemplo, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018-2022 e a despeito da instituição contar com mulheres em suas funções estratégicas, é preciso alertar para a existência de práticas discriminatórias no interior da universidade que refletem, de maneira explícita ou velada, as desigualdades nas relações de gênero que aparecem na estrutura social.

Recentemente, no final de outubro, uma nota da Reitoria reforçou o combate a todo e qualquer ato, ataque ou agressão cometida contra os integrantes da comunidade acadêmica e orientou as direções dos campi a identificarem e comunicarem tais atos. Nota semelhante foi publicada também pelo Conselho Universitário (COU) da Unespar.