Servidores da UTFPR-CM se juntam a mais de 30 universidades e iniciam greve

Servidores técnicos administrativos da educação federal do Paraná protestaram na manhã desta segunda-feira (08), na Praça São José, em Campo Mourão. Os servidores pedem reajuste salarial, reestruturação da carreira e aumento de investimentos nas federais. Cerca de 30 universidades federais de todo o país já haviam paralisado os trabalhos no dia 28 de abril.

Para José Carlos de Assis, diretor do Sinditest e recentemente eleito para a direção da Fasubra, as universidades precisam forçar o governo a negociar agora, porque a crise econômica do país tende a se agravar. “Se não arrancarmos nada do governo agora, não vamos ter nada no ano que vem. Vai estar pior”, explica.

“Nosso intuito é acelerar o processo de negociação local. Faremos o que estiver ao nosso alcance para acharmos um melhor entendimento tanto para os servidores quanto para toda a comunidade acadêmica”, destaca Assis.

Os servidores têm consciência de que a greve é um caminho que produz efeitos muitas vezes prejudicial ao estudantes e a sociedade. Eles alegam ser a categoria do executivo federal que possui o menor piso e teto salarial dentre todos os servidores públicos federais. Não tendo a reposição anual dos salários, eles não aceitam outra alternativa senão a decisão pela greve.

Veja na íntegra a pauta nacional de reivindicações dos servidores técnico-administrativos em educação

1.Índice de 27,3% no piso da tabela considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016;
2.Aprimoramento da Carreira com correção das distorções, levando em consideração a racionalização dos cargos, piso e step, o reposicionamento dos aposentados e concurso público via RJU para todas as classes;
3.Turnos contínuos com redução da jornada de trabalho para 30 horas, sem ponto eletrônico e sem redução de salário;
4.Revogação da Lei da EBSERH e FUNPRESP, e concurso público via RJU para os hospitais universitários;
5.Contra as PPP’s e outras formas de privatizar os serviços públicos;
6.Contra o PL 4330 e o processo de exploração dos trabalhadores estruturado na terceirização;
7.Democratização das Instituições e eleições paritárias para os cargos de direção, tendo como referência o Projeto Universidade Cidadã para os Trabalhadores;
8.Creches nas Universidades;
9.Nenhum ataque aos ganhos administrativos e judiciais da categoria – pagamento imediato;
10.Cobrar do governo a efetivação da Política Nacional de Capacitação;
11.Educação tem de ser prioridade – suspensão imediata dos cortes nas Instituições de Ensino e recomposição do orçamento;
12.Aprovação da Ascensão Funcional; # Extensão para os técnicos o art. 30 da lei 12.772, que trata de afastamento para realização de estudos de pós-graduação;
13.Aproveitamento de disciplinas de pós-graduação para todas as classes do PCCTAE
14.Reabertura de prazos para que os servidores que ainda estejam no PUCRCE possam migrar para o PCCTAE;
15.Reconhecimento dos certificados de capacitação dos aposentados quando se encontravam na ativa;
16.Liberação para exercício sindical em atividades classistas;
17.Contra a criminalização das lutas e as perseguições de dirigentes sindicais e ativistas nas bases;
18.Reconhecimento de títulos de mestrado e doutorado obtidos fora do país
19.Revogação das orientações normativas em relação a insalubridade, ON 6, 15 e 16, assegurando os direitos dos trabalhadores que já se aposentaram e dos que estão na ativa;
20.Revisão da Lei 11091, assegurando a posição hierárquica na tabela quando de reingresso de servidor na carreira.