Matrículas do 1º Vestibular com Sistema de Cotas da Unespar acontecem nesta semana

Unespar câmpus de Campo Mourão – Foto: Divulgação

Nesta quarta (22) e quinta-feira (23) acontecem as matrículas dos aprovados em primeira chamada no Vestibular 2019-2020 da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O processo ofertou 1.763 vagas e pela primeira vez, 50% delas foram destinadas ao Sistema de Cotas. Conforme estipulado, as matrículas devem ser efetuadas pelo próprio candidato(a) ou seu procurador nas secretarias acadêmicas de cada campus de acordo com o edital publicado NESTE LINK.

Construída de forma coletiva, com participação de estudantes, professores, agentes e comunidade externa, a política institucional de cotas partiu da demanda dos movimentos estudantis e da comunidade acadêmica. O início efetivo de sua construção aconteceu em 2017, com a realização de seminários sobre o tema em todos os campi, coordenados pelo Centro de Educação em Direitos Humanos (CEDH) e Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Prograd). Os seminários contaram com participação expressiva da comunidade interna e externa, com destaque para representantes de entidades relacionadas ao movimento social negro e dos direitos das pessoas com deficiência.

Em 2018, uma Comissão foi designada para discussão e proposição da Política de Cotas, incubida de realizar um estudo aprofundado das legislações suporte que tratam do tema e de outros documentos de instituições de ensino superior. Com o trabalho, foi possível a criação da Minuta de Política de Cotas, que esteve disponível para consulta pública de toda a comunidade acadêmica. As contribuições resultaram no documento aprovado pelo Conselho Universitário (COU) da instituição, em 29 de maio de 2019.

“O desenvolvimento e implantação da Política de Cotas demonstra o alinhamento da Unespar com marcos legais, como a Constituição Federal de 1988 e os inúmeros documentos nacionais que estabelecem a igualdade de oportunidades como fundamento para desenvolvimento de ações afirmativas de acesso à Educação, estabelecendo tratamento desigual àqueles que são desiguais, para preservar o princípio de igualdade e de oportunidades entre todas as pessoas”, assegurou a coordenadora do CEDH, professora Andréa Sério Bertoldi, na ocasião da aprovação da política.