Família apaeana faz manifesto pela educação especial

Mães, educadores, alunos e simpatizantes do movimento apaeano participaram na quarta-feira(07) de um manifesto ‘sim a educação especial e não para a inclusão radical’.

O recado é para o Ministério da Educação que quer impor a todo custo, segundo as Apaes, para que pessoas com deficiências intelectuais sejam matriculadas em escolas públicas.

O MEC quer aprovar uma redação no Plano Nacional de Educação, onde as escolas especiais, mantidas pela Apaes, ficam impedidas de receber recursos do Fudeb, acabando com essas escolas.

Há quase 60 anos, atendendo e promovendo a inclusão dessas pessoas os lideres da Federação Nacional das Apaes e os pais e professores, saíram em defesa da entidade e estão de partida para Brasília no próximo sábado para defender o direito de continuar como esta.

“Eu não quero minha filha que também cadeirante numa escola normal. Ela vai sofrer Bulling”, reclama a mãe.
O auto-defensor dos alunos, Jeferson Sissa, alega que com essa inclusão proposta pelo MEC a liberdade deles será cerceada. “Eu aprendi a ler e escrever aqui. Jogo futebol, canto, danço e faço tantas coisa na escola que é especial para mim e meus colegas. Será que o estado vai conseguir fazer isso também?”, questiona Sissa.

As salas de aula, nas escolas mantidas pela Apaes, são montadas para atender a necessidade especial de cada grupo.

Em alguns casos o aluno recebe alimentação na boca, usam fraldas e depende do educador para tudo. “Esse texto foi escrito por quem não conhece a realidade dos alunos dessas escolas”, lamenta José Turozi, representante da Federação da Apaes do Brasil.

Só no Paraná as Apaes atendem 41 mil pessoas e no Brasil 300 mil os atendimentos.