Nem feriado prolongado tira as pessoas de casa

As pessoas só estão viajando por necessidade, segundo as empresas de transporte coletivo – Foto: Arquivo/Tasabendo.com

Feriado caindo em uma sexta-feira, uma ótima oportunidade para fazer as malas e viajar, aproveitando o fim de semana. Em dias normais essa era a realidade de muita gente, que deixavam o terminal rodoviários de Campo mourão superlotado, mas não em período de pandemia de coronavirus.

Desde que a Covid-19 se instalou no Brasil, obrigando as autoridades a decretarem o isolamento social, as pessoas pararam de viajar. Em Campo Mourão, até o terminal rodoviário chegou a ser fechado por longo período, reabrindo apenas nesta quinta-feira.

Romildo Castilho da Silva, encarregado do Grupo Garcia Brasil Sul disse que a pandemia do novo coronavírus fez despencar as vendas de passagens, algo em torno de 85% a 90%. “Agora só que viaja quem precisa mesmo, a negócio”, afirma ele.

Nem mesmo a chegada do Dia das Mães, no segundo domingo de maio não empolga Castilho. “Com certeza não vai alterar muito, as pessoas estão com medo de sair de casa. O terminal rodoviário reabriu hoje, mas isso também não causa efeito positivo, pela experiência que já estamos tendo com outras cidades que já liberaram seus terminais”, lamenta.

Situação semelhante enfrenta o Expresso Nordeste. De quatro horários que a empresa mantinha de Campo Mourão a Curitiba, hoje está sendo mantido apenas um, às 22h. Mesmo assim ainda não tem saído lotado de Campo Mourão.

Mesmo nesta quinta-feira, véspera de feriado prolongado (1º de maio amanhã – dia do Trabalho), poucos vão sair de Campo Mourão, rumo à capital.

O horário das 22h está mantido, porém, em situação normal, a cada feriado prolongado a empresa precisava disponibilizar mais carros para dar conta da demanda, assim como outras empresas do ramo.

“As pessoas estão com muito medo de sair de casa. Tem gente que liga e quer ir sozinha na poltrona, por receio de sentar ao lado de uma pessoa contaminada”, disse a funcionária de uma empresa, que pediu para não ser identificada.

O decreto da prefeitura, que reabriu o terminal rodoviário, traz uma série de restrições, dentre elas que as empresas só viajem com a metade da capacidade de cada ónibus.

“O difícil é fazer com que as pessoas entendam que mesmo tendo vaga, não podemos vender a passagem. O próprio uso da máscara, que já vem sendo cobrado tem gente que não quer usar”, revela a funcionária.