Museu Municipal guarda livro histórico de 1937 sobre pioneiros

Trata-se do livro diário da casa comercial de propriedade de Francisco Ferreira Albuquerque, um dos pioneiros mourãoenses
O Museu Municipal “Deolindo Mendes Pereira” guarda em seu acervo um livro que registra o cotidiano das famílias pioneiras antes mesmo do surgimento de Campo Mourão na década de 1940. Trata-se do livro diário da casa comercial de propriedade de Francisco Ferreira Albuquerque, um dos pioneiros mourãoenses.
Com 200 páginas, o livro registra a movimentação comercial de 1937 a 1938, e revela dados preciosos para compreensão da história local. Nele Francisco Albuquerque e sua esposa, Anita, anotavam os nomes dos seus clientes, onde moravam, o que compravam e se eram ou não bons pagadores.
Entre as mercadorias compradas pelas primeiras famílias que moravam na região dos Campos do Mourão, estava arroz, feijão, garrafas de pinga, rapaduras, balas para revólveres e até mesmo um terno de casimira. A ideia é digitalizar a obra e colocar à disposição da comunidade para consultas e pesquisas nos sites oficiais e nas redes sociais mantidas pela administração municipal.
“Esse documento histórico vai permitir que historiadores, pesquisadores e a comunidade possam compreender como viviam as famílias pioneiras e como eram suas transações comerciais”, explica o diretor presidente da Fundação Cultural de Campo Mourão, Roberto Cardoso.
Francisco Ferreira Albuquerque foi comerciante na década de 1930. Ele nasceu em 10 de outubro de 1901, por coincidência data que se comemora o aniversário do município. Com a fundação do Núcleo Urbano de Campo Mourão, veio morar nas proximidades da atual praça Getúlio Vargas. Em 1947, ouviu a notícia pelo rádio que o Paraná estava passando por um processo de organização administrativa.
Albuquerque convenceu a Pedro Viriato de Souza Filho a buscar apoio político para a emancipação de Campo Mourão. Com a aprovação do governador Moysés Lupion, foi criado o município de Campo Mourão, emancipando-se de Pitanga. Francisco Albuquerque morreu em Curitiba, no ano de 1953. Seus restos mortais foram transladados para Campo Mourão no ano de 2005.