Vereadores aprovam 13º salário e férias para o prefeito e vice de Ubiratã

Em meio a muitas críticas nas redes sociais, a Câmara Municipal de Ubiratã, aprovou em segunda discussão, na noite de terça-feira (20), o projeto de lei que autoriza o pagamento do 13º salário e férias para o prefeito e vice da cidade.

A decisão revoltou a população e também dois vereadores que votaram contra o projeto, Tia Maria e Rafael Leandro. De acordo com a câmara, o projeto teve seis votos favoráveis e dois contrários. Com a aprovação, os dois representantes do executivo passam a receber os benefícios a partir de 2022.

Vale lembrar que o salário do prefeito de Ubiratã, Fábio Dalecio (Cidadania), é de quase R$ 22 mil, o maior da região da Comcam, enquanto o vice embolsa cerca de R$ 7,5 mil. O impacto na folha de pagamento da prefeitura deverá ser superior a R$ 53 mil por ano.

O projeto de lei ainda deve ser encaminhado para a sanção do prefeito. A medida é considerada legal, mas na cidade há muitos questionamentos sobre a moralidade da aprovação em plena crise da pandemia.

Alguns servidores consideram um abuso por parte dos políticos da cidade, alegando que não receberam a reposição salarial e que a Santa Casa de Ubiratã enfrenta sérias dificuldades, dependendo até de “vaquinha” para manutenção dos serviços essenciais.

O vereador Rafael Leandro, que votou contra o projeto, considera um desrespeito com a população. “Pelo atual momento que enfrentamos, não justifica. Além disso, o prefeito de nossa cidade tem o maior salário da Comcam e ganha mais que o prefeito de Campo Mourão”, disse o vereador.

A vereadora Tia Maria também criticou a aprovação do 13º salário e férias para prefeito e vice. Segundo ela, o prefeito já teve reposição salarial em janeiro (aumento foi aprovado na legislatura anterior), enquanto alguns prefeitos da região chegaram a abrir mão do aumento salarial por conta da pandemia.

“Ele aceitou a reposição salarial em janeiro, ao contrário do que fizeram alguns prefeitos da região e agora ainda solicitou o 13º salário e férias. Votei contra porque não considero viável para o momento, principalmente porque ele rejeitou a reposição salarial dos servidores alegando falta de dinheiro”, criticou a vereadora.