Amigos de Alisson, morto em acidente de trânsito, fazem manifestação no Jardim Pio XII
Familiares, amigos, vizinhos. Todos unidos em um mesmo sentimento, tristeza. Uma dor que se divide com revolta. Eles se reuniram na manhã deste domingo (12) na casa onde morava Alisson Patrick Ferreira Mendes, 18 anos, e resolveram fazer mais uma manifestação contra a violência no trânsito. Alisson foi vítima fatal em um acidente de trânsito no dia 04 de fevereiro, a um quarteirão de sua casa. Ele pilotava uma motocicleta pela Rua Bela Vista, preferencial, quando na esquina da Rua das Províncias, um veículo Santana o acertou em cheio.
Os familiares e amigos cobram justiça. ‘Não é possível que este homem que matou o Moranguinho fique impune. Vizinhos aqui já falaram que ele voltou aqui no bairro pedindo para que eles testemunhem à seu favor. Fica claro que ele não liga para o que aconteceu. A Justiça precisa fazer algo. O Alisson não pode ter morrido em vão’, cobra Paulo Henrique dos Santos.
A multidão vestiu camisetas brancas com a foto de Alisson e saíram em procissão pelas ruas do Jardim Pio XII. O ponto de partida foi a residência, onde agora vive apenas a mãe, Janislei de Paula Ferreira Mendes e a irmã da vítima. Eles passaram pelo local do acidente, onde fixaram uma cruz de madeira. Momento de bastante emoção.
Depois, seguiram em direção à Capela São João Batista, onde participaram do culto em homenagem à Alisson, que era baterista e fazia parte do grupo de louvor da igreja.
Em seu serão, o Padre Valdir cobrou das providências das autoridades. ‘É bonito a passeata que vocês fizeram, também as camisetas, mas não podemos ficar somente nisso. Não podemos deixar essas camisetas virarem panos de chão e esquecermos. É preciso que as autoridades olhem com mais carinho para nosso bairro. São ruas esburacadas, não existe sinalização, isso aumento os riscos de acidentes’, cobra.
O Padre também cobrou os presidentes dos bairros. ‘Quem são os presidentes dos bairros? Quem é daqui do Pio XII? Eu não conheço nenhum. Não sei o que fazem. Eles precisam interceder por nossa comunidade’, acrescenta.
(Fernando Lorenzzo)