Secretaria registra casos de Leishmaniose em Campo Mourão e alerta população

Original Title: Sandfly_15-11.jpg

Dos 10 casos de leishmaniose tegumentar notificados em Campo Mourão, seis ocorreram no próprio município com as pessoas acometidas em suas residências- que estão próximas de áreas de preservação permanente (beira de rio) e próximas ao Rio do Campo, e quatro vieram importados de pessoas que foram acometidas em pescarias realizadas junto ao Rio Ivaí. Os moradores acometidos moram na área central, no Conjunto Condor, Jardim Paulista e Jardim Tropical.

Segundo Carlos Bezerra, supervisor técnico de Endemias, em anos anteriores ocorreram casos de Leishmaniose Tegumentar em alguns bairros localizados nas proximidades do Rio 119. Em todos eventos podemos relacionar os fatos a desequilíbrio ambiental resultante do povoamento, degradação do meio ambiente (com os animais silvestres se aproximando e convivendo mais com as pessoas), maior circulação de pessoas em ambientes silvestres (pesca e atividades de lazer), desprezo de resíduos sólidos (lixos) em locais inadequados (fundos de vale e terrenos baldios) e criação de animais domésticos (aves, equinos, suínos, entre outros) muito próximo às residências seja nos quintais, dentro de casa ou muito próximo à cidade,  em chácaras e sítios na região peri urbana.

“Todos tem que ter em mente que é importantíssimo tomar atitudes corretas em relação à preservação dos ambientes em que vivemos. Se este ambiente estiver em equilíbrio estaremos alcançando a qualidade de vida com mais saúde e vivendo melhor. Do contrário, mantendo um ambiente sujo e descuidado alcançaremos agravos a saúde com mais dengue, mais leishmaniose e mais exposição a animais peçonhentos entre outros agravos que podem vir a colaborar para o aumentando de índices de mortalidade”, fala Bezerra.

O que é Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA)

Leishmaniose_VisceralÉ uma doença transmitida por protozoários do gênero Leishmania. É uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas infectadas do inseto vetor , flebotomíneos, conhecido popularmente como “mosquito-palha, birigui, asa branca, tatuquira e cangalhinha”. Esses insetos têm hábitos vespertinos e noturnos, atacando o homem e os animais principalmente no início da noite.

Sintomas – As lesões podem ocorrer na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As feridas não cicatrizam sem o tratamento adequado. As lesões mucosas são mais freqüentes no nariz, boca e garganta. Quando atingem o nariz podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, dor ao engolir, rouquidão e tosse. A população deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência tendo algum destes sintomas. Leishmaniose tem tratamento.

Tratamento
O SUS oferece tratamento específico e gratuito para a doença. O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação. É importante reforçar que quanto antes o doente procurar orientação médica e tratamento, maior a possibilidade de recuperação e cura.

Prevenção
As medidas preventivas visam a redução do contato homem-vetor, podendo ser realizadas medidas de proteção individual, dirigidas ao vetor, tais como: uso de camisas de manga longa, toca árabe, calça comprida, meia e bota ao circular em beira de rios para pesca ou laser, uso de mosquiteiros com malha fina, telagem de portas e janelas nos imóveis localizados a menos de 400 metros de áreas de beira de rio, uso de repelentes, manejo ambiental, através da limpeza de quintais e terrenos, permanência de animais domésticos (aves, eqüinos, suínos, entre outros) nos domicílios e quintais muito próximos as residências, instalação de luz na área externa ao imóvel, eliminação e destino adequado de resíduos sólidos orgânicos, entre outras medidas de higiene e conservação ambiental que evitam a proliferação do inseto vetor.