Secretaria da Saúde esclarece sobre escassez de algumas vacinas e soros

vacina-bcg

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Mourão recebeu um comunicado da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações, informando sobre a diminuição do fornecimento de algumas vacinas e soros repassados às unidades de saúde dos municípios. Essa é a razão para a escassez ou até mesmo falta temporária de algumas vacinas e soros em unidades de saúde.

O documento justifica a redução do fornecimento normal de vacinas como a BCG, Hepatite B, febre amarela, Tetravital e antipólio, bem como alguns tipos de soros, como antirrábico e antivenenos. Algumas vacinas tiveram redução de até 50% da entrega nacional para estados e municípios. A informação da 11ª Regional de Saúde é que a situação deverá ser normalizada nos próximos dias.

“Esclarecemos à população que esses medicamentos não são comprados pelo município, dependemos do repasse através do governo estadual, cujos estoques também dependem do Ministério da Saúde. E o comunicado que recebemos é que a indústria passa por um momento de dificuldades de produção”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Campo Mourão, Edna Simão,  ao acrescentar que o Estado faz o repasse das vacinas ao município uma vez por mês.

Entre as razões apresentadas pelo Ministério da Saúde está greve em um instituto fornecedor, atraso em trâmites burocráticos em alfândegas e até atraso em contratos entre o laboratório responsável pelo fornecimento e o Ministério da Saúde.  A coordenadora reforça, porém, que esse desabastecimento é temporário.

Informações veiculadas na imprensa nacional é que alguns institutos que produzem soros reduziram e outros até paralisaram a produção em razão de exigências mais rigorosas. Institutos como o Butantã e Vital Brasil, por exemplo, necessitaram adaptar suas instalações para receber o certificado de Boas Práticas de Fabricação. A recomendação do Ministério às secretarias de saúde é o uso racional até que o abastecimento seja normalizado.