Saúde recolhe ao mês mais de 150 pneus descartados em locais impróprios, em Campo Mourão

Apesar do avanço da dengue e o município já estar em situação de epidemia, a população de Campo Mourão ainda não se conscientizou do risco e da gravidade da doença e da necessidade de evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A constatação é feita pelas equipes de endemias durante as visitas domiciliares e pelas denúncias que recebem diariamente. Segundo a coordenadora de campo do setor de Endemias, Marinalva Ferreira da Luz, mensalmente são recolhidos em torno de 150 pneus descartados em locais impróprios.

Isso sem contar outros tipos de materiais, principalmente recicláveis que também são encontrados em terrenos baldios e margens de rios, além de outros locais.

“O que mais chama a atenção é a grande quantidade de pneus que são encontrados geralmente às margens de rios, locais de baixadas, saídas da cidade e em áreas de matas ciliares. As pessoas não se conscientizam mesmo. No caso do pneu, por ser escuro e acumular água se torna um criadouro propício para as larvas”, disse Marinalva.

Já outros materiais recicláveis como pets, plásticos, latas, garrafas, lonas e restos de construções são mais comuns em terrenos baldios e mesmo em quintais. “Esses materiais a gente acaba coletando com mais freqüência durante as caminhadas ecológicas, ação que já é realizada com a finalidade de fazer a coleta nas vias públicas, praças, terrenos baldios, entre outros locais”, afirmou.

Marinalva revela que há 20 anos, os principais criadouros de larvas do mosquito transmissor da dengue são materiais recicláveis, descartados irregularmente. “Embora não seja nossa função, quando recebemos denúncias fazemos a coleta. Infelizmente as pessoas não colaboram e a proliferação do mosquito só aumenta”.

Na semana passada uma grande quantidade de pneus foi encontrada abandonada às margens de uma estrada vicinal, que liga o jardim Paulino ao Seminário São José, na BR-369. A denúncia chegou à Secretaria de Saúde, que providenciou essa semana o recolhimento.

Marinalva explica que existe um ponto de coleta para pneus na rua Guilherme Naiman, no jardim Santa Nilce, próximo à sede da Coamo. “Existe uma cobrança, mas o valor é simbólico.”