Saúde encontra medicamentos e aparelhos de diabetes vencidos em Peabiru

A secretaria de Saúde de Peabiru encontrou nos últimos dias uma série de medicamentos e aparelhos de diabetes vencidos. Para apresentar a situação o secretário, Valdo Antônio Boanova, conversou com profissionais da imprensa nesta quarta-feira, 12, no gabinete da prefeitura, quando esclareceu a situação.

Como disse, os produtos estavam armazenados em locais que não pertencem a secretaria, bem como em condições inadequadas. No entanto, o que considera mais chamativo a quantidade de medicamentos e aparelhos que ficaram sem utilização. “Ainda não fizemos o levantamento completo, mas queremos entre o final desta semana e início da próxima estar com os números exatos desses produtos”, argumentou.

O único número confirmado foi o de medidores de glicose, um total de 30. Os aparelhos estavam depositados em uma caixa lacrada, numa sala de arquivo morto, ao lado da garagem do prédio da prefeitura. Conforme informações das embalagens, os mesmos estavam vencidos desde setembro de 2012. “Não sabemos a origem do recurso para a aquisição ou doação dos aparelhos, mas pelo visto não tiveram o destino correto. Sabemos que pacientes tipo 1, situação mais grave, recebem o equipamento para um melhor controle do diabetes”, citou.

Já os medicamentos, alguns com mais de 3 anos de vencimento e outros com validade até o início de 2013, estavam em uma sala isolada e inutilizada próxima da Escola Paulo Freire. “Devido a gestão em saúde a compra de medicamentos é programada mensalmente para evitar sobra e vencimentos. Encontramos remédios para diversas finalidades e muitos que tem grande utilização por parte da população. Não podemos ver tantos medicamentos vencidos, isso é dinheiro público e da população desperdiçado”, argumentou o secretário.

Segundo Boanova, o objetivo em avisar a imprensa antes da contagem dos produtos foi para mostrar a realidade. O próximo passo será a produção de um inventário com a descrição de produtos e quantidades. O documento será encaminhado ao Ministério Público para que verifique o que deveria ou pode ser realizado. “Pelos lotes, por exemplo, poderemos rastrear a origem dos produtos. Nossa intenção não é política, mas de gestão e transparência”, afirmou.

O prefeito, Claudinei Antonio Minchio, acompanhou a visita aos locais e destacou que desde o início da gestão e devido às condições orçamentárias da prefeitura, tem-se trabalhado de forma a priorizar o atendimento de qualidade à população e buscando, na medida do possível, a racionalização de custos. “A única certeza que temos é que os produtos não chegaram a quem deveria ter chego que é a população. Desta forma, estamos tomando as medidas que nos cabem para que não tenhamos novamente um caso como esse”, completou Minchio.