SAS faz contrato emergencial para atender servidores na região de Campo Mourão
O Sistema de Assistência à Saúde (SAS) formalizou nesta quinta-feira (12) um contrato emergencial com a Central Hospitalar de Campo Mourão, para atendimento aos 11 mil servidores públicos da região por até 180 dias. A medida soluciona o problema criado depois que a Santa Casa de Campo Mourão – vencedora da licitação realizada pelo SAS no município – desistiu de prestar o serviço.
O superintendente do SAS, José Fernando Macedo, informou que o atendimento na Central Hospitalar – que já prestava o serviço antes da licitação – deve ser retomado nos próximos dias. “É um contrato emergencial para que não haja prejuízo aos servidores. Após esse período, será feita uma nova licitação”, explicou.
Para Macedo, a desistência da Santa Casa não tem justificativa razoável. De acordo com ele, o hospital venceu a licitação com a proposta de cobrar R$ 18 por atendimento ambulatorial. “A equipe técnica do SAS fez a avaliação, o processo foi enviado para a aprovação do governador e em março a Santa Casa começou o atendimento aos pacientes. Mas poucas semanas depois o hospital anunciou que estava deixando de atender pelo SAS e, o mais grave, culpou os servidores pela ruptura do contrato, acusando-os de fazer confusão”, disse o superintendente.
Para Macedo, faltou diálogo por parte do hospital para resolver a situação. “Os servidores públicos não têm qualquer responsabilidade pelo que aconteceu”, afirmou.
O superintendente do SAS disse que o documento enviado pela Santa Casa para comunicar a desistência foi encaminhado ao departamento jurídico para avaliação. “O hospital vai sofrer as penalidades cabíveis e o servidor usuário do SAS não será prejudicado”, disse.