Santa Casa toma medidas contra superlotação na UTI neonatal
O crescimento constante da demanda pelos serviços prestados pelo Hospital Santa Casa, que no ano passado já havia registrado índice superior em média a 40%, tem aumentado a cada mês, principalmente naqueles serviços que são exclusivos para toda a região. Assim, a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do HSC está sob ameaça de superlotação. Um dos motivos para isso é que os municípios da região estão encaminhando casos sem consulta prévia da existência de vaga, que nos casos de maior urgência acarreta a superlotação do setor.
De acordo com um dos médicos da unidade, conforme a gravidade dos casos é preciso transferir bebês da UTI para outro setor e realizar novas internações no Setor de tratamento intensivo. Além disso, foram retiradas as incubadoras da Unidade Cuidados Intermediários Neonatal e colocadas na UTI, tendo sido necessário aumentar o número de profissionais nos setores.
Ainda registrou-se um caso de encaminhamento de paciente da unidade para outra cidade. A situação chega a tal ponto que o hospital diante da inexistência de vaga tem recusado a aceitação de pacientes para o qual não houve a consulta prévia.
Vale acrescentar que uma funcionária que atende um bebê com infecção não pode atender outra criança para não se correr o risco de se ter no setor uma infecção hospitalar.
Nunca foi preciso fechar a UTI do HSC por motivos de infecção hospitalar como acontece em muitos UTIs de hospitais do Estado. O motivo é o hospital segue um controle rigoroso nos procedimentos efetuados nos seus pacientes, mas se permitir a superlotação pode ser correr o risco de uma infecção no setor.
A Nova Maternidade em construção visa exatamente atender a está demanda crescente, com a oferta do número de leitos crescendo em 50% e previsão para ampliar o número de leitos da UTI Neonatal.
Também impressiona a ampliação da demanda registrada no setor particular e convênios que já no ano de 2009 havia crescido 42% em relação ao ano anterior e que em 2010, após a inauguração da nova ala particular, apresenta número de internações crescente mês a mês, o que já permite projetar que até o final do ano o atendimento médico-hospitalar, considerado o período dos dois anos, terá um incremento de cerca de 100%.