Santa Casa de Campo Mourão prestou 156 mil atendimentos em 2010
Nesta semana foi concluído o levantamento quantitativo dos serviços prestados pelo Hospital Santa Casa no ano de 2010, com tabulação e confronto dos dados e análise comparativa. Segundo os dados compilados o hospital prestou no ano que passou 156.686 atendimen-tos/procedimentos o que representa um crescimento em termos percentuais superior a 56% comparativamente ao período anterior que registrou cerca de 100 mil.
Se de 2008 para 2009 a demanda pelos serviços prestados pelo HSC já havia registrado um crescimento em média superior a 40%, com o aumento registrado em 2010 totaliza um índice de crescimento de quase 100% em dois anos, atingindo o limite da capacidade de atendimento em alguns setores, freando um crescimento maior. Assim, enquanto o número de internamento pelo SUS cresceu pouco mais de 3%, com 9.255 internações, o número de consultas do setor público que em 2008 foi de 11.023, evoluindo para 15.850 em 2009, o ano passado mais que dobrou, passando para 38.108, com um índice de crescimento de 140%.
Enquanto que o número de exames cresceu 46,62% o setor de oncologia que já no ano de 2009 registrou um crescimento explosivo da demanda, no ano de 2010 elevou-se em mais 31,36%.
Essa demanda quantitativa exacerbada provém de toda região composta por 25 municípios com um universo populacional de cerca de 330 mil habitantes, e o esforço gigantesco para sua absorção, deixa à mostra, e de forma a não comportar dúvidas, que o HSC preenche um vazio deixado pela ausência de um hospital público regional, agravado pelo fato de que Campo Mourão, com uma população superior a 87 mil habitantes, não conta com um hospital público municipal. Sendo uma instituição filantrópica, de caráter humanitário, que não visa lucros e destina atualmente mais de 80% de sua capacidade de atendimento à saúde pública, atua à semelhança de um ente estatal, fazendo às vezes deste.
Esse crescente e exacerbado volume de atendimen-tos prestados à saúde pública regional é causa de grande preocupação para a Direção do hospital. De um lado, a preocupação em não permitir o comprometimento da qualidade do atendimento apesar do volume da demanda e evitar a superlotação, para não refletir as notícias e recalcar as cenas degradantes mostradas pela imprensa vivenciadas em alguns hospitais públicos ou filantrópicos. De outro lado a preocupação reside no quadro das finanças, pois considerado apenas o resultado operacional, isto é, o que decorre da atividade fim da instituição que é a prestação de serviços médico-hospitalares, os balancetes mensais vem apresentando deficits que crescem proporcionalmente à demanda da saúde pública e que não podem persistir por mais tempo, sob pena de comprometer não apenas a qualidade do atendimento, mas acarretar a desativação de alguns serviços mais onerosos até a limitação ou redução drástica no volume do atendimento.