Quem é a médica do 24h que negou atendimento a um deficiente visual?

Esta é uma das perguntas a que se refere o requerimento 610/2014 de autoria do vereador Sidnei Jardim (PPS), endereçado à Prefeitura, Ministério Público e Regional de Saúde de Campo Mourão. Em entrevista ao Tasabendo.com, Jardim detalha o episódio em que um idoso, deficiente visual, teria esperado a conclusão de um atendimento que começou às 13h do dia 19 de março e foi até às 22h. Neste horário, o paciente teria sido informado que a médica do novo plantão não daria prosseguimento à assistência, segundo apuração do vereador, junto ao neto da suposta vítima.

A denúncia feita ao vereador por rede social, considera que durante nove horas o idoso e sua família empenharam-se em conseguir os exames solicitados pelo médico que os atendia. A médica que assumiu o plantão às 22h, teria se negado a concluir o atendimento anterior. Para Sidnei Jardim, esta profissional praticou omissão de socorro e deve ser responsabilizada. O relato é que o idoso conseguiu atendimento no dia seguinte, com um médico particular.

Jardim frisa que por parte dos demais profissionais da unidade não há queixas. “Quem omitiu socorro foi a segunda médica. E na minha opinião deveria ser presa por isso”, dispara. O vereador justifica que, desacreditado do trabalho da Ouvidoria do município e do Conselho Municipal de Saúde, encaminhou o requerimento ao Ministério Público.

Quanto ao que espera da Prefeitura para a questão, Jardim afirma que deve ser apurado se este é um caso isolado. “… O que não pode continuar acontecendo, das pessoas continuarem reclamando quase sempre de um mesmo profissional…”, sugere. Já aos cidadãos, o edil recomenda que recorram à Polícia em casos como esse. “Não tem atendimento? O médico está lá e lá está omitindo atendimento? 190. Polícia Militar. Omissão de socorro”, conclui.

Por telefone, quando uma entrevista sobre o assunto foi programada para esta quarta-feira (09), o secretário de Saúde, Márcio Alencar, disse que não está por dentro da situação, mas adiantou que para ele, “… é impossível que alguém tenha esperado nove horas por um atendimento…”. O Conselho Municipal de Saúde, o Ministério Público e outras possíveis fontes para este tema serão procurados pela reportagem nas próximas matérias.