Prefeita vai abrir sindicância para investigar a morte de uma jovem no 24 horas
A prefeita Regina Dubay reuniu imprensa de Campo Mourão na tarde desta segunda-feira (18) para uma entrevista coletiva onde abordou sobre os problemas de saúde pelos quais passa a cidade neste começo de ano e da sua gestão. Entre os assuntos abordados estavam a Santa Casa Regional, o combate a dengue e a Unidade de Atendimento 24 horas. As informações foram complementadas pela secretária de Saúde Patrícia Chandoha.
A prefeita iniciou lembrando que em 48 dias de mandato, desde 1 de janeiro tem enfrentado as questão da Santa Casa, da dengue e do Posto 24 horas. “Queremos compreensão de todos e apoio, porque não temos descansado buscando resolver todos os problemas que tem aparecido e as deficiências que temos que sanar, já que a saúde vem em primeiro lugar”, disse.
Unidade de Saúde 24 Horas – O óbito na Unidade 24 horas na semana passada foi um dos assuntos tratados na entrevista. A prefeita anunciou uma sindicância, onde serão ouvidos os servidores, médicos, familiares e testemunhas que estavam no local durante o ocorrido. “A Saúde abre hoje oficialmente a Sindicância, e vamos investigar os fatos. Os atendimentos médicos no local são prestados por uma empresa terceirizada e estamos analisando o contrato para apurar as falhas e se for o caso notificar as responsabilidades e ajustar um termo de conduta para que os fatos não venham a se repetir”, disse prefeita lamentando a morta da jovem no local. A Comissão de Sindicância tem 15 dias para concluir os trabalhos e a Secretaria também pretende instalar câmeras no local, ente outras medidas para melhoria dos serviços prestados.
Santa Casa – Uma das grandes preocupações do Município, segundo a prefeita é a Santa Casa Regional que está sem provedor, e mesmo com recursos em caixa para pagamento dos profissionais e serviços não pode honrar com seus compromissos porque não tem quem assine seus documentos, desde que o atual provedor Paulo Davidoff pediu afastamento da direção até o dia 02 de abril. “Estamos no prazo limite, além de não poder fazer os pagamentos, outros recursos serão perdidos se não houver uma providência. Não queremos agir de forma arbitrária, mas por respeito à população estamos considerando a interdição com o Ministério Público. Os recursos estão lá, mas precisa de um presidente”, argumentou a prefeita.
Questionada sobre uma intervenção do Estado, para “Estadualização do Hospital”, a prefeita se disse de acordo, mas acredita que não querem tomar esta medida. Regina ainda falou sobre o papel dos demais municípios da região para ajudar na manutenção dos serviços, e lembrou que dia 22 haverá reunião da Comcam, onde pedirá maior participação dos prefeitos no Hospital.”Se Campo Mourão tem que adequar seu orçamento para ajudar na manutenção do Pronto Atendimento, os prefeitos também poderão fazer o mesmo,”acrescentou.
Dengue – Sobre o aumento de casos de dengue na cidade, o que pode ter provocado a primeira morte pela doença na cidade, a prefeita defendeu que o Município está se esforçando para fazer sua parte, limpando terrenos, mas é preciso comprometimento da população, cuidando de seus quintais e terrenos. Regina destacou que ainda não está comprovada de a morte foi pela doença, e que o caso pode ser importado, mas que as ações serão intensificadas ainda mais por estes dias.
“Temos poucos agentes de endemias, apenas 20, e estamos contando com apoio dos servidores de outras secretarias e até da empresa Seleta que estão limpando terrenos e fazendo bloqueios nas regiões onde é o maior o número de casos da doença”, destacou a secretária de saúde Patrícia Chandoha. Ainda nesta segunda-feira com a Secretaria de Saúde do Estado, foi realizado fumacê nas regiões dos jardins Flora, Albuquerque e centro, onde um intenso arrastão já havia sido realizado pela manhã.
Atualmente Campo Mourão tem 752 notificações para dengue, sendo 169 confirmados, e 51 descartados, enquanto os demais aguardam confirmação de exames. “Não temos uma epidemia, mas temos que estar alertas”, defendeu Patrícia Chandoha.