Poucos bairros têm infestação do Aedes aegypti em Campo Mourão
Apesar de se manter baixa, em 0,54%, a infestação do mosquito Aedes aegypti em Campo Mourão segue preocupante em quatro localidades que mantêm índices considerados altos ou médios pelo Comitê Gestor da Dengue. Em 29 setores, o índice está em zero no Levantamento de Ìndice (LIRA) concluído na semana passada por agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Mourão.
Os bairros com índices mais elevados seguem monitorados e são eles: jardins Isabel e Kimberli (com 5,56 por cento), Cidade Nova (com 4,76 por cento), Alvorada (3,08 por cento) e Cohapar (2,12 por cento). De 1.307 imóveis visitados, sete foram positivados com larvas. Os focos estão em tambores de água e lonas plásticas (43 por cento), lixo reciclável (29 por cento), pratos de plantas (14 por cento) e caixas d´água no solo (14 por cento).
Este é o terceiro levantamento de Ìndice (LIRA), realizado este ano. O primeiro foi em janeiro e apontou uma infestação de 3,35 por cento, considerado de “médio risco”. No segundo, realizado em março, a infestação foi de 1,28 por cento. O índice considerado ideal pelo Ministério da Saúde é de menos de um por cento.
O coordenador do Comitê Gestor da Dengue, Carlos Bezerra, explica que o Levantamento de Índice é realizado por amostragem, por isso não são visitados todos os imóveis. “A cidade foi dividida em 33 localidades, onde são sorteadas quadras e nessas quadras coletadas amostras”, explica o coordenador, ao acrescentar que essa amostragem tem valor estatístico.
Bezerra lembra ainda que além da infestação do vetor, o LIRA aponta os tipos de criadouros e de imóveis onde ele é encontrado. Atualmente a cidade está com 52 casos confirmados de dengue (dos quais 8 importados) e dois de zika vírus. “Apesar da baixa incidência, é importante que a população não descuide porque o combate deve ser permanente”, completa Bezerra.
