Posto da Vila Cândida não tem médico para adultos, dizem moradores
A população da Vila Cândida reclama que a unidade de saúde local está sem médico para adultos. Com apenas um pediatra, o posto também não tem os medicamentos que esses populares foram procurar. Outros problemas também foram registrados pela reportagem.
O presidente da Associação de Moradores da Vila Cândida, Gerci Antônio Ferreira aponta o que falta no bairro. Segundo ele a comunidade local precisa de um clube de mães. “Estamos procurando um lugar porque tem muitas mulheres no bairro que gostariam de fazer as atividades de um clube de mães e aqui não tem. Estamos tentando conseguir um terreno da Prefeitura”, afirma.
Gerci informa ainda que o bairro precisa ter um espaço para velar os mortos da região, pois por causa da distância do Sistema Prever muitas vezes as famílias ficam com duas ou três pessoas no velório. Além disso, ele lembra que o ponto onde as crianças do bairro pegam o ônibus escolar precisa de uma cobertura por causa do Sol e da chuva e o bairro precisa de podas de árvores.
O aposentado Paulo Leal, 77, denuncia a falta de médico no posto para atender a população adulta. “Tenho que fazer um exame de sangue, mas parece que a médica está de férias. Estou sem remédio e não tenho receita. Por isso preciso passar pelo médico”, reclama.
A autônoma Zélia Rodrigues dos Santos, 40, diz que os problemas do bairro são Saúde e Segurança Pública. “No postinho não tem médico e não tem remédio. A médica saiu de férias e não colocaram outro médico para atender. A gente chega no 24 horas para atender e eles ficam muito bravos porque eles querem que a gente vá no postinho”, narra.
Para a dona de casa Maria Marta Ribeiro dos Santos, 46, a saúde está péssima. “Estou com problemas de coluna e não tem médico. No 24 horas eles não dão encaminhamento para médico especialista e exames. Para adulto simplesmente não há médico. Meu filho está esperando para fazer um eletro-encefalograma e já faz 15 dias que a máquina está quebrada”, desabafa.
Morador há 43 anos no bairro, o aposentado Euclides Ozório concorda com os demais moradores que a falta de médico é o maior problema para a população, mas acrescenta outros problemas. “O posto não tem acesso para cadeirantes, tem um degrau na entrada do posto e também não tem medicamentos, não tem nada. Esses dias precisei de um remédio e tive que ir à farmácia”, queixa-se.
A chefe do Departamento de Unidades Básicas de Saúde, Roseli Pereira, informou que as reclamações sobre atendimento nos postos de Saúde podem ser feitas na Ouvidoria da Saúde pelo telefone 3518-1628.