População do Lar Paraná aponta problemas do bairro; saúde é o tema mais comum
Entre os diversos problemas apontados pelos moradores do bairro Lar Paraná, a Saúde é assunto da maioria. Segundo os populares o posto de saúde da Vila Cândida está sem médicos para atender há mais de um mês. Quando há médico, a reclamação é pela demora para agendar consultas e pela falta de medicamentos na unidade que atende o Lar Paraná, Vila Cândida e Jardim Pio XII.
A dona de casa Marta Stanziola, 64, diz que o bairro precisa de mais policiamento. “A gente anda por aí e quase não vê polícia nas ruas”, afirma. Mas ela também considera “fraca” a saúde municipal. “Esses dias eu fui no posto buscar remédio umas duas, três vezes e não tinha. Vejo muita gente reclamando que não tem médico e que demora para marcar consultas”, lamenta.
O aposentado Avelino de Paula, 71, aponta a falta de segurança na praça do bairro que na opinião dele está abandonada. “Além disso, a praça deveria ter um banheiro. Uma praça sem banheiro não é praça”, diz. Avelino também comenta que tem ouvido muita gente reclamar que vai ao posto de saúde e não é atendido. Para ele o bairro também precisa ter uma agência bancária.
José Xavier, 71, pondera que falta para o bairro um cinema e uma rádio. Segundo ele é preciso “arrumar serviço para a mocidade que está tudo roubando”. José recorda do tempo em que os jovens podiam trabalhar na adolescência e os problemas nessa idade eram menores.
Para Roselene Figueiredo Gorri, 47, há problemas com a iluminação, asfalto e é preciso conscientizar as pessoas para não jogarem lixo nos terrenos baldios. Ela afirma que a saúde precisa melhorar muito e a população precisa de mais campanhas contra a gripe B, hepatite, AIDS e dengue do tipo 4. Em sua opinião falta também fazem falta no bairro um hospital, um banco, um semáforo no trevo de acesso ao bairro e aulas de cidadania.
O congestionamento do trevo na entrada do Lar Paraná que acontece diariamente nos horários de pico também é citado pelo comerciante Olivar Auri, 56. Ele ainda aponta reclama da obstrução das calçadas por materiais de construção que os moradores colocam em frente as obras. Para Olivar o bairro também tem muitos cachorros nas ruas.
A pensionista Maria Rosa Neri, 63, critica o atendimento de saúde. “A gente vai consultar e demora para ser atendido. Se for uma coisa de morrer a pessoa morre”, afirma. Segundo ela o atendimento no Posto 24 horas também deixa a desejar, pois os médicos quase sempre receitam uma injeção, o que para ela não resolve o problema.
Valdomiro dos Santos, 70, e sua esposa Merentina Diniz dos Santos, 60, falam sobre a Habitação e a Saúde. Ele diz estar cansado de esperar para ser contemplado por um programa habitacional. “A gente vive votando nesses políticos e eles não fazem casas o suficiente para todo mundo”, queixa-se. Ela está insatisfeita com a saúde pela falta de médico no posto da Vila Cândida há mais de um mês e porque nem sempre tem remédio na unidade.