Paraná tem dois casos suspeitos de microcefalia; mães viajaram no início da gestação
A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) investiga dois casos suspeitos de microcefalia são investigados no estado. São duas mulheres que tiveram filhos há pouco tempo e estiveram fora do estado no primeiro trimestre da gestação. Os bebês ainda passam por testes para a confirmação ou não da doença e a relação com o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. O resultado da investigação deve ser divulgado na próxima terça-feira (2), junto com o boletim epidemiológico da dengue.
Os casos suspeitos de microcefalia são de duas cidades distintas, mas a Sesa não informa quais são. Outros oito casos suspeitos já foram avaliados no estado e em todos foi descartada a doença que compromete o desenvolvimento da criança. Os dez casos notificados no Paraná estão distribuídos em sete cidades paranaenses.
No país
O último boletim divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde confirma que 270 crianças nasceram com microcefalia por infecção congênita, mas não necessariamente pelo vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.448 casos suspeitos de microcefalia em todo o país.
Os números são referentes a registros feitos de outubro de 2015 a 20 de janeiro deste ano. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos, além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
Em dezembro, o Ministério da Saúde chegou a confirmar 134 casos de microcefalia relacionada ao vírus Zika. Porém, a pasta voltou atrás e agora só reconhece seis casos de bebês que tiveram exame laboratorial positivo para Zika.
No ano de 2014, quando o registro da malformação não era obrigatório, foram notificados 147 casos. Em outubro de 2015, após o aumento do número de casos, o registro passou a ser obrigatório.
Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram notificados, no período, em 830 cidades de 24 unidades da Federação. Desses, 462 foram descartados. Foram notificadas ainda 68 mortes por malformação congênita após o parto (natimorto) ou durante a gestação (aborto espontâneo).
Destes, 12 foram confirmados para a relação com infecção congênita, todos na Região Nordeste, sendo dez no Rio Grande do Norte, um no Ceará e um no Piauí. Continuam em investigação 51 mortes e outras cinco já foram descartadas.
A Região Nordeste concentra 86% dos casos notificados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.125), seguido dos estados da Paraíba (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).
