Pacientes não retiram autorizações de exames da Secretaria da Saúde

Em Campo Mourão, quando um médico pede um exame, o paciente tem a opção de realizá-lo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, o pedido do exame feito pelo médico deve ser levado à Secretaria da Saúde da cidade que providenciará a autorização. Esta autorização pode demorar até 60 dias para ficar pronta, dependendo do procedimento a ser realizado, mas muitos exames autorizados são sequer retirados da Secretaria da Saúde pelos pacientes. Como resultado, mais de 300 autorizações de exames estão paradas na Secretaria, de pacientes que nunca mais se interessaram em realizar os procedimentos.

“Temos muitas autorizações dadas em 2010 e 2011 que nunca foram retiradas. Nós ligamos para as pessoas e o telefone está desligado, ou a pessoa simplesmente não vem”, diz a recepcionista geral da Secretaria da Saúde, Lucilene de Araújo. São ressonâncias magnéticas, exames de próstata, cintilografias, densitometrias ósseas, tomografias e vários outros com autorizações não retiradas pelos pacientes. “O maior problema é que estas pessoas que fizeram o pedido, mas não realizaram exames tomaram o lugar de outra pessoa que gostaria de ter feito o exame”, comenta Araújo.

Segundo Renato José de Oliveira da auditoria da Secretaria da Saúde, há um limite de exames a serem liberados em determinado período, sendo que as urgências são passadas na frente, após avaliação do médico que classifica como urgente ou não. “O que é excedente fica para o próximo mês e assim por diante. Alguns demoram apenas alguns dias, por ser de urgência, outros demoram até 30 ou 60 dias. Mas isto tudo o paciente é informado”, diz Oliveira. No entanto, quando a auditoria autoriza é contado como exame a ser feito e não tem como saber se as pessoas não vão realizar o procedimento para repassá-lo a outra pessoa, tirando a oportunidade de alguém realizar o exame em menos tempo.

Para retirar uma autorização de exame da Secretaria da Saúde, o paciente só precisar ir até o local com um documento pessoal ou com o número do protocolo. Se o pedido do médico ainda for válido, o paciente poderá realizar o procedimento de maneira gratuita. “Quando eles fazem o pedido, nós damos um protocolo para o paciente, mas para retirar não precisa obrigatoriamente disto”, afirma Araújo. No entanto, a recepcionista alerta que é necessária a conscientização das pessoas de que um exame não feito tirou a oportunidade de outra pessoa fazer em menor tempo.

(Assessoria)