Morte por gripe suína coloca em dúvida o combate à doença

A morte de mais uma pessoa por gripe A trouxe à tona a discussão sobre o controle e o combate à doença no Paraná. A campanha de vacinação entrou na última etapa e segue até o dia 21 deste mês, além dos procedimentos a serem seguidos pelos médicos. Desde o início do ano são 11 óbitos no Estado – três na região de Maringá, que tem um total de 347 casos confirmados da gripe suína pela Secretaria da Saúde (Sesa). No período, o Estado já registrou 1.150 casos.

O caso do estampador Rodrigo Rosa Bonjorno, que morreu na sexta-feira passada em Maringá, cuja família tenta junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) apurar as causas da morte, que pode ter sido provocada por negligência médica, coloca em xeque os procedimentos realizados pela comunidade médica.

Segundo o superintendente de Vigilância e Saúde, José Lúcio dos Santos, o assunto não deve ser abordado no âmbito da secretaria, mas ele lembrou que há uma série de procedimentos que foram formalizados pelo Ministério da Saúde e posteriormente pela Sesa.

“Desde o início da doença, no ano passado, houve um trabalho da secretaria com as regionais de saúde, o CRM e a associação dos médicos sobre os procedimentos a serem seguidos. Isso foi realizado para que pudéssemos ter um padrão no atendimento”, disse.

Os protocolos do ministério e da Sesa não obrigam todos os casos suspeitos a serem encaminhados para exames. Ainda assim é possível o suspeito de estar com a doença receber o medicamento e fazer o exame laboratorial.

“Os exames chegavam a levar 30 dias para a entrega dos resultados, pois só haviam três laboratórios aptos a realizar isso. Agora temos o Lacen aqui no Paraná e os resultados podem ser obtidos em até três dias”, disse José Lúcio, ressaltando que o tratamento pode ser iniciado independentemente do resultado do exame. O Tamiflu é o único remédio a ser receitado e é encontrado apenas nas farmácias populares ou nos postos da Sesa.

Os mais recentes dados da Sesa mostram que a região Maringá tem o segundo maior número de casos da doença em 2010, com 347 confirmações. Em primeiro está Londrina, com 379 casos, seguida de Curitiba e região metropolitana (129) e Cornélio Procópio (92). Entre abril de 2009 e fevereiro deste ano foram registradas 291 mortes no Estado e 60.514 casos da doença.