Moradores do Cohapar reclamam da falta de médicos no posto de saúde

A falta de médicos e a consequente demora em se conseguir uma consulta são as principais reclamações dos moradores do Conjunto Milton Luiz Pereira (Cohapar). O relato da espera de 15 dias por uma consulta no posto Cohapar é normal e tem quem aguarda há 10 meses pelo atendimento de um especialista. Quando precisa muito de uma consulta a população recorre ao posto 24h.

Para Ana Santos, 26, o problema é o que o número de fichas disponíveis para atendimento é pequeno. “Eles liberam 15 ou 16 fichas por dia, são poucas fichas para muitas pessoas precisando. Faz mais de 15 dias que estou esperando por uma consulta. O pessoal vai no 24 horas e se for no horário que o posto do bairro está aberto eles não atendem”, lamenta.

A dona de casa Evanilda Correa, 57, reclama que está esperando uma consulta para o filho desde julho do ano passado. “Ele fez o eletro-encefalograma o ano passado e agora nem o Conselho Tutelar consegue a consulta. A escola pediu ajuda ao conselho e não adianta. Não consigo a receita para o remédio que ele precisa porque é só com o neuropediatra. Quando for passar pelo médico vai ter que fazer outro eletro”, reclama.

A aposentada Odete Alves, 54, considera regular o atendimento do posto Cohapar, pois está há 15 dias tentando conseguir marcar com um especialista. “Tenho problema de coluna tão sério que cheguei a aposentar por invalidez e não consigo marcar a consulta. E às vezes não tem o remédio no posto também”, relata.

Maristela Pacheco, 54, diz que um dos médicos do posto Cohapar “é um cavalo” de mal educado. Mas defende os atendentes do posto que segundo ela “fazem tudo que está ao alcance delas para atender bem. O atendimento demora porque não tem médicos o suficiente!”, enfatiza.

Alguns moradores estão buscando alternativas para obter um bom atendimento. Depois de esperar até três meses para ser atendido, o aposentado Matil Coimbra dos Santos, 78 – que tem problemas cardíacos – optou por pagar consultas particulares. “Ahh eu andei esperando muito para ser atendido. Enquanto tiver como pagar vou no médico particular mesmo”, explica.

Para receber um tratamento rápido, Zuleica Antoniete, 65, conta que vai para São Paulo. É que seus filhos moram lá, então ela tem onde ficar para fazer as consultas. Para ela a epidemia de dengue piorou o atendimento. “Depois da dengue não tem como você marcar consulta”, afirma.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde para esclarecer as reclamações na tarde de hoje. Às 15h a secretária não pode atender, às 17h27 telefonamos para o setor, mas ninguém atendia aos chamados.