Lixo doméstico é responsável por 59% dos focos de dengue em Campo Mourão
As equipes de Combate a Dengue de Campo Mourão encerraram esta semana mais um ciclo do levantamento de Índices do Mosquito da Dengue – LIRAa. E mesmo passada a epidemia da doença os números de infestação seguem altos. O lixo doméstico reciclável continua sendo o principal local onde 59% dos focos do mosquito Aedes aegypti foram encontrados. No auge da epidemia foram registrados 4 óbitos por dengue em Campo Mourão.
Os levantamentos apontam que os índices seguem alarmantes com alto risco de infestação especialmente no Jardim Isabel (Kimberlin) com 15,60%, Nossa Senhora Aparecida e Silvana com 6,66%, na região do Estádio com 5,20%, Tropical (Tropical I, Tropical II, América, Avelino Piacentini) e Laura (Country, Maia, Lurdes) com 4%.
Há também risco de infestação na Vila Cândida, Pio XII e outros bairros da cidade.
Ainda neste período de levantamento os agentes de endemias estão fazendo tratamentos dos focos em vários bairros como Cohapar, Conjunto Mendes, Conjunto São Francisco, Parque Verde, Ipê, Damasco, Fernandes, Maria Barleta e Parque Das Acácias.
Entre os locais onde foram encontrados criadouros com maiores números de focos do Aedes aegypti estão o lixo doméstico reciclável, com 59%, piscinas, tambores, cisternas e bueiros com 20,60%. Árvores ocas e plantas que acumulam água (bromélias) com 8,80%, e em menores números vasos, calhas, bebedouros, pneus, caixas d´água, entre outros.
Segundo Carlos Bezerra, Coordenador Técnico do Combate a Endemias, a circulação viral está sob controle com um mínimo de casos registrados nos últimos dias, e se vê que caiu por terra a informação de que o mosquito não se proliferava no inverno, com tantos focos de infestação registrados no LIRAa mais recente. “O vetor se multiplica e é preciso que a população continue mantendo hábitos de retirar água dos criadouros e lugares onde o mosquito pode se proliferar nos imóveis”.
“A primeira fase de contenção e controle da epidemia já está vencida. Agora estamos numa segunda etapa fazendo rescaldo e orientando que todos devem manter-se envolvidos no combate ao mosquito para que em outubro, quando se inicia a terceira fase de manutenção, onde os índices devem ficar abaixo de 1%, evitando assim o aparecimento de novos casos da doença no próximo verão”, alerta Bezerra.