Lira identificou 217 focos do mosquito Aedes, a maioria em residências

A maior parte dos focos foi localizada no lixo acumulado nas residências, como plásticos, vidros, metal, papelão, sucatas e reciclados – Foto: Divulgação

Dos 1.787 imóveis vistoriados durante o Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRA) na semana passada pelo Comitê Gestor, em 217 foram encontrados focos do mosquito. Como já ocorreu em levantamentos anteriores, também neste a maioria dos focos (76 por cento) foi encontrada em residências. Em segundo lugar vêm os terrenos baldios, com 15 por cento dos focos.

A maior parte dos focos foi localizada no lixo acumulado nas residências, como plásticos, vidros, metal, papelão, sucatas e reciclados. “Os recicladores clandestinos que acumulam materiais a céu aberto nos quintais das próprias residências continuam sendo um problema sério porque a maior parte dos focos é encontrada nesses locais”, observa a coordenadora de campo do Setor de Endemias, Marinalva Ferreira da Luz.

O Lira apontou um índice geral de 6,55 por cento de infestação, que apesar de menor em relação a última verificação, realizada em janeiro, ainda é considerado de alto risco, tendo em vista que a cidade está com 38 casos positivos de dengue e vários suspeitos.

Para a vistoria, feita por sorteio, a cidade foi dividida em 36 localidades. O Centro teve o maior índice de infestação: 20,69 por cento, seguido do Jardim Aeroporto, com 16,28 por cento. Nos jardins Laura, Isabel e Milton de Paula Walter não foram encontrados focos.

“O risco de epidemia é grande e reiteramos a necessidade de cada pessoa fazer sua parte. Temos feito bloqueios nas regiões onde foram registrados casos positivos e ações diárias de combate, mas nossos agentes ainda encontram resistência de alguns moradores”, alerta o presidente do Comitê Gestor, Carlos Bezerra.