Levantamento aponta baixo risco de infestação de Aedes Aegypti

A infestação do mosquito Aedes aegypti em Campo Mourão está com índice geral de 0,6 por cento, o que é considerado baixo risco. O índice está dentro do considerado ideal pelo Ministério da Saúde, que é abaixo de um por cento. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (07), pelo Comitê Gestor com base no Levantamento de Índice (LIRA) realizado nesta semana.

De 1.696 imóveis pesquisados em 35 localidades, apenas no Jardim Novo Horizonte o índice foi considerado alto (4,08 por cento) e em outras sete houve média infestação (acima de um e abaixo de 4 por cento): Jardim Aparecida (3,45%), Centro I (3,23%), Albuquerque (2,70%), Tropical I (2,04%), Aeroporto (2%), Cohapar (1,41%) e Lar Paraná (1,37%).

“Esse foi o melhor índice dos últimos anos, o que significa que o trabalho desenvolvido apresentou resultado positivo. Porém, é sempre bom lembrar que a população não deve baixar a guarda, porque o mosquito Aedes Aegypti não morre no inverno, como muitos acreditam”, adverte o chefe do Comitê Gestor, Carlos Bezerra.

Dos imóveis pesquisados, em 10 foram encontrados focos do mosquito, dos quais 90 por cento em residências e empresas e um por cento em terrenos baldios. Os tipos de resíduos com maior quantidade de focos são lixo (40%), piscinas/tambores/lonas (30%), pratos de plantas e bebedouros de animais (10%), pneus (10%) e ocos de árvores (10%).

Atualmente Campo Mourão não apresenta nenhum caso de doença transmitida pelo Aedes Aegypti. “Os 19 casos suspeitos deram negativo”, informa Bezerra. Os bons índices são atribuídos por ele aos investimentos no combate nos últimos anos pelo município, Estado e governo federal, trabalho de campo, ações educativas, mobilização da população, rapidez nos diagnósticos, atendimento de pacientes, atuação da Vigilância Sanitária, Ministério Público e Poder Judiciário, entre outros.